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Benefícios e técnicas de autoconhecimento
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E se alguém lhe perguntasse até que ponto se conhece a si mesmo, o que responderia?
 
A pergunta é simples, mas nem todas as pessoas estão à altura de lhe dar uma resposta mais profunda, isto porque o autoconhecimento é um processo longo e que requer uma mudança significativa no estilo de vida.
 
Para que uma pessoa se conheça a fundo e para que possa assumir que realmente detém esse autoconhecimento, é preciso treino, tempo e muita dedicação. Em muitos casos, é a psicoterapia a melhor ferramenta e, mais recentemente tem havido uma maior aposta nesta técnica online. Ao mesmo tempo, escrever o que se pensa, descrever o que se sente, também são ferramentas úteis neste processo de descoberta interior.
  
Entende-se por autoconhecimento, a procura por nos conhecermos melhor a nós próprios, o contacto com os nossos pontos fortes e fracos e a forma como reagimos em determinadas situações. Através do autoconhecimento conseguimos identificar medos e frustrações, ao mesmo tempo em que conhecemos melhor as nossas potencialidades e, delas conseguimos tirar partido, seja em termos pessoais ou profissionais.
 
A importância desta técnica prende-se com o facto de crescermos em função daquilo que recebemos dos nossos familiares e da sociedade em geral sem que, muitas vezes, dediquemos o tempo necessário para compreender qual o verdadeiro significado dessas orientações para nós mesmos. Através do autoconhecimento, seremos capazes de identificar os nossos erros e de tirar mais partido das nossas qualidades, sendo que, o apoio de um psicólogo se torna fundamental para essa conquista interior e muito pessoal.
 
Perceber algo tão simples como a razão pela qual reagimos de determinada forma face a uma situação, a razão pela qual ficamos ansiosos numa determinada ocasião e até as causas dos nossos medos podem ser sinalizadas nesta terapia de autoconhecimento.
 
Muitas vezes não nos apercebemos do quanto o ambiente determina as nossas ações e influencia os nossos pensamentos, pelo que, «uma viagem ao nosso interior» pode ajudar a esclarecer-nos e a preparar-nos melhor para enfrentar os mesmos desafios de outra forma e até, despertar-nos para novas oportunidades.
 
Neste sentido, o objetivo de começar um processo de autoconhecimento é ampliar a consciência. Quando bem encaminhada, são muitos os benefícios dessa prática, principalmente no que se refere aos processos de mudança emocional, aos quais estamos tão vulneráveis durante toda a nossa existência. Não se muda aquilo que não se conhece. Daí a importância de realizar um trabalho que garanta o autoconhecimento.
 
Por outro lado, o trabalho de autoconhecimento torna os problemas antes insolúveis em questões muito mais simples de serem administradas. As decisões tornam-se então,  mais rápidas e fáceis, promovendo uma  maior qualidade de vida.
 
Em linhas gerais, os benefícios do autoconhecimento centram-se em ser capaz de reagir de forma diferente a certas situações de vida, tal como compreender o impacto que os nossos sentimentos e emoções têm em determinadas circunstâncias. Além disso, o autoconhecimento constitui um importante aliado na descoberta da nossa vocação pessoal e profissional, bem como no encontro de autoconfiança, autoestima e uma maior capacidade de enfrentar os nossos medos.
 
Tendo em conta que existem três níveis de autoconhecimento, apresentaremos exercícios simples que podem facilitar a tarefa de se encontrar a si mesmo diariamente.
 
Niklas Goeke apresentou técnicas fundamentais para o autoconhecimento tendo por base que existem três níveis básicos:
 
Pensamento: tudo aquilo que se pode desenvolver utilizando apenas a sua própria mente.
 
Expressão: exercícios para avaliar e desenvolver a forma como a pessoa se expressa em termos de crenças, valores e atitudes.
 
Implementação: o que a pessoa pode aplicar no mundo e na sua vida para alcançar os objetivos desejados.
 
Todos esses níveis precisam de ser igualmente desenvolvidos para que se atinja o real autoconhecimento, sublinha o mesmo escritos que apresenta um conjunto de técnicas que permitirão que o leitor alcance esse bem-estar e qualidade de vida.
 
1. Os três “porquês” do autoconhecimento
 
Antes de agir e de tomar uma decisão, pergunte a si mesmo “Porquê?”. Acompanhe a sua resposta com outro “Porquê?” e depois um terceiro. Se puder encontrar três boas razões para continuar nessa decisão, terá mais clareza na sua mente, conseguirá agir de forma mais racional, evitará más ações – normalmente tomadas por impulso – e ficará mais confiante.
 
Em suma, ter autoconhecimento significa conhecer bem os seus motivos e determinar se os mesmos são razoáveis, pelo que, esse exercício é essencial para isso. Este é um dos primeiros passos quando pensamos em Inteligência Emocional.
 
2. Expanda o seu vocabulário emocional
 
O filósofo Wittgenstein disse que, “Os limites do meu idioma significam os limites do meu mundo”.
 
As emoções criam respostas físicas e comportamentais poderosas que são mais complexas do que “feliz” ou “triste”. Colocar os seus sentimentos em palavras tem um efeito terapêutico no cérebro. A base é que a pessoa seja capaz de articular o melhor possível a forma como se sente, que saiba expressar as emoções positivas e as negativas e, ao escrever cada vez mais sinónimos e de forma mais ampliada, estará a enriquecer essa área cerebral.
 
3. Aprenda a dizer “não” a si mesmo
 
A capacidade de dizer “não” a si mesmo para adiar a gratificação a curto prazo e favorecer o ganho a longo prazo é uma habilidade vital importante. E como um músculo, isso pode ser reforçado com o exercício constante. Quanto mais a pessoa pratica dizendo “não” a pequenos desafios diários, melhor poderá suportar grandes tentações.
 
Há muitas tentações diárias – redes sociais, junk food, fofoca, trocar o yoga pelo Netflix – sendo que o sujeito se deve esforçar por evitá-las. Como compensação, anote num caderno as suas conquistas; todos os “não” que deu a si mesmo e, aos poucos, saberá resistir muito melhor à frustração.
 
4. Rutura com as reações viscerais
 
Uma pessoa sem autoconhecimento, funciona em piloto automático e responde com reações intempestivas. Um bom índice de autoconhecimento permite uma avaliação das situações de forma objetiva e racional, sem agir sobre preconceitos e estereótipos.
 
Portanto, respire fundo antes de agir, especialmente quando uma situação desencadeia raiva ou frustração. Isso lhe dará tempo para reavaliar a sua resposta e definir se ela será mesmo a melhor.
 
5. Seja responsável pelas suas falhas
 
Ninguém é perfeito. Estar ciente das suas falhas, mas não aceitar a responsabilidade por elas, acaba por deixar o trabalho pela metade. Muitas vezes criticamos os outros e ignoramos as nossas próprias falhas. O autoconhecimento ajuda a aumentar a nossa perceção sobre nós mesmos, criando um espelho interior, e isso previne que tenhamos comportamentos hipócritas.
 
É importante ter em conta que, a evolução só ocorre quando assumimos os nossos erros, por isso, é fundamental criar o hábito de assumir as suas responsabilidades.
 
6. Monitorize a sua “auto-fala”
 
Há comentários sem parar nas nossas cabeças que nem sempre são úteis. Um pouco de “auto-fala” negativa pode levar a quadros de stress e depressão.
 
Procure ser mais subtil nas respostas que dá a si mesmo. Evite alimentar pensamentos negativos por períodos muito longos de tempo. Pense nas suas frustrações, mas inclua também os seus sucessos, as suas conquistas para que possa encontrar o seu ponto de equilíbrio.
Pense que nem tudo o que conquistou é sorte, é também trabalho, inteligência e esforço pessoal.
 
7. Conheça o seu tipo de personalidade
 
Conhecer o seu tipo de personalidade permite que maximize os seus pontos fortes e aprenda a gerir melhor os seus pontos fracos. Compreender as suas “forças” e “talentos” pode ser a diferença entre uma boa escolha e uma ótima escolha.
 
8. Pratique a auto-avaliação e reflexão
 
Um exercício excelente é manter um diário e acompanhar os seus desempenhos e progressos. Por exemplo, hoje como classificaria o seu nível de autoconsciência, de zero a dez? Pense em quantas vezes disse coisas das quais se arrependeu, teve hábitos negativos, tomou decisões distraídas ou teve pensamentos erráticos. Este é um exercício poderoso para o autoconhecimento e pode ser feito a qualquer momento.
 
9. Questione-se
 
Comece a perceber que nem sempre as suas opiniões estão ou precisam estar totalmente corretas. Questionar-se é essencial e vai ajudar muito o seu desenvolvimento pessoal.
 
10. Registe as suas crenças e valores
 
Normalmente, as pessoas têm crenças e valores que servem como um guia para as suas vidas. Então, por que não registar isso?
Anote tudo aquilo em que acredita num caderno e aproveite para refletir acerca de cada uma das suas crenças e valores. Procure saber até que ponto pratica aquilo que defende.
 
11. Organize-se e defina prioridades
 
Quando se trata de autoconhecimento, outro ponto bastante importante é saber organizar-se e, principalmente, conseguir estabelecer prioridades.
 
Por isso, um exercício interessante é, todos os dias antes de dormir, anotar as tarefas do dia seguinte e então definir as prioridades. Opte por escrever apenas três tarefas e entenda quais são as mais importantes para si naquele momento. Faça diariamente este exercício.
 
12. Registe em vídeo alguns dos seus comportamentos
 
Para melhor compreender as suas reações face a determinados estímulos, os especialistas recomendam que grave uma apresentação de um trabalho, que analise a sua postura corporal, colocação de voz e forma de estar. Faça o mesmo em vários momentos que lhe possam parecer importantes.
 
Desta forma, terá um conhecimento mais alargado acerca de si mesmo nas mais variadas ocasiões e poderá corrigir e voltar a gravar a nova postura que escolheu até se sentir realmente confiante com a sua escolha.
 
É de anotar que, ao mesmo tempo em que se faz um processo de autoconhecimento, é fundamental analisar as reações dos outros face aos nossos comportamentos. O auconhecimento facilita a que a pessoa tenha liberdade de escolha e que decida como se quer apresentar aos demais, mas o resultado desse trabalho interior deve ir sendo avaliado à medida em que nos relacionamos com as outras pessoas.
 
Fátima Fernandes
 
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