Sociedade

Bombeiros e AMAL alertam para problema das macas retidas no Algarve

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
A Federação de Bombeiros do Algarve e a AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve manifestaram "profunda preocupação" com a crescente retenção de ambulâncias dos corpos de bombeiros nos serviços de urgência hospitalar da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve.

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Em comunicado conjunto, as duas entidades lamentam que esta realidade se tenha vindo a agravar de forma "consistente", comprometendo a disponibilidade operacional dos meios de socorro responsáveis pela primeira resposta às populações.

"Diariamente, diversas ambulâncias permanecem retidas durante várias horas nas urgências hospitalares, aguardando a transferência dos doentes para as equipas clínicas. Durante esse período deixam, simplesmente, de existir para o sistema de emergência", referem.

A Federação de Bombeiros do Algarve e a AMAL sublinham que o problema assume especial gravidade na região, cuja população aumenta significativamente durante grande parte do ano, exercendo uma pressão acrescida sobre todo o dispositivo de emergência. Uma realidade que obriga à mobilização de meios provenientes de outros concelhos, "aumentando os tempos de resposta, reduzindo a capacidade operacional dos corpos de bombeiros e fragilizando a segurança das populações".

As duas entidades consideram tratar-se de um problema estrutural, defendendo a implementação urgente de medidas que permitam reduzir significativamente os tempos de retenção das ambulâncias e reforçar a articulação entre a Unidade Local de Saúde do Algarve, o INEM e os corpos de bombeiros.

No comunicado, alertam ainda que os comandantes dos corpos de bombeiros do Algarve não podem ser responsabilizados por eventuais atrasos ou constrangimentos na resposta operacional quando estes resultam da indisponibilidade dos meios provocada pela retenção prolongada de ambulâncias nas unidades hospitalares.