O anúncio foi feito pelo autarca nas redes sociais, onde justificou a decisão com o “incumprimento das regras urbanísticas” aplicáveis ao território do concelho de Albufeira, no distrito de Faro.
“Embargámos as obras da dessalinizadora de Albufeira por violação do Plano Diretor Municipal (PDM)”, escreveu Rui Cristina num vídeo publicado numa rede social.
O autarca afirma que não se opõe à construção da infraestrutura, mas defendeu que o projeto deve avançar “com respeito pela lei, pelo ambiente e por quem vive no concelho”.
“As regras que exigimos aos cidadãos também têm de ser cumpridas pelo Estado”, afirmou, acrescentando que a proteção do mar e das praias de Albufeira deve estar assegurada.
Entre as alterações que exige ao projeto, Rui Cristina destacou o prolongamento do emissário e a realização da descarga de salmoura a maior profundidade e mais longe da costa.
“Como presidente da Câmara, defender Albufeira é a minha obrigação. E não abdico dela”, concluiu o autarca.
A revelação foi feita no mesmo dia em que a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, se encontra no Algarve para presidir à assinatura de um contrato de cooperação para o estudo do tratamento de resíduos na região.
A construção da dessalinizadora do Algarve, em Albufeira, está a decorrer em várias frentes, tanto em terra como no mar, e a fase principal da obra deverá prolongar-se até ao início de 2028, segundo a Águas do Algarve, promotora da obra.
A dessalinizadora representa um investimento superior a 50 milhões de euros e, embora estivesse inicialmente previsto o financiamento através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi posteriormente enquadrado nos programas Portugal 2030 e Sustentável 2030.