Sociedade

Câmara de Alcoutim assegura continuidade do projeto de apoio a idosos do concelho

Foto - CM Alcoutim
Foto - CM Alcoutim  
O Município de Alcoutim deliberou financiar mais uma edição do projeto social “+ Próximo”, garantindo a continuidade de um serviço que combate a solidão e o isolamento da população idosa do concelho.

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Em nota enviada ao Algarve Primeiro, a autarquia explica que o projeto “+ Próximo” consiste num sistema inovador de teleassistência dirigido a residentes com idade igual ou superior a 65 anos, em situação de isolamento social e geográfico. A solução inclui a instalação de dois dispositivos, designadamente um equipamento portátil, em formato de pulseira ou colar, que pode ser acionado em situações de emergência, e uma unidade fixa ligada ao telefone, que permite o contacto imediato com uma central de apoio. Em caso de ativação, o sistema encaminha a chamada para os meios adequados, como forças de segurança, serviços de emergência (112) ou familiares.

A implementação do projeto está a cargo do Centro Humanitário de Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa, que assegura não só a instalação dos equipamentos, mas também o acompanhamento regular dos beneficiários. Este acompanhamento inclui visitas domiciliárias, avaliação de necessidades, rastreio de parâmetros de saúde, como tensão arterial, glicemia e colesterol, bem como a monitorização contínua dos dispositivos.

Lançado em 2020, o projeto resultou de um protocolo estabelecido no âmbito do Contrato Local de Segurança do Município de Alcoutim, envolvendo a Administração Interna e a Cruz Vermelha Portuguesa. Nas edições anteriores, o financiamento foi assegurado pela Secretaria-Geral da Administração Interna, através de verbas da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, destinadas ao apoio a riscos sociais.

Contudo, após a quarta edição, «e apesar das diligências efetuadas com vista à renovação do apoio», não foi ainda comunicada qualquer decisão sobre a continuidade do financiamento por parte das entidades competentes, assinala o Município, que, ao reconhecer a importância do projeto para a comunidade, decidiu financiar uma nova edição, num investimento estimado em cerca de 80 mil euros.