Ambiente

Câmara de Lagoa aposta no cumprimento das metas europeias para os resíduos urbanos

Foto cedida pelo Município de Lagoa
Foto cedida pelo Município de Lagoa  
O Município de Lagoa acolheu recentemente uma reunião de trabalho promovida pela Algar e pela AMAL, dedicada ao debate dos desafios e oportunidades no âmbito dos biorresíduos e do cumprimento das metas europeias para o setor dos resíduos urbanos.

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A sessão, que reuniu entidades regionais e municípios algarvios, contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, que sublinhou que "um dos maiores desafios que se colocam aos autarcas é a gestão dos resíduos", num contexto marcado pelo aumento do consumo e pela crescente pressão turística.

Segundo comunicado do Município, o autarca destacou a necessidade de os municípios se prepararem não apenas para a população residente, mas também para os picos sazonais que caracterizam o Algarve, reforçando que a sustentabilidade ambiental deve ser uma prioridade estratégica. "Gerir resíduos é hoje uma questão ambiental, económica e social", frisou.

Durante a reunião, foram analisados dados recentes relativos à recolha seletiva de biorresíduos. O comunicado adianta que em 2025, apenas Lagoa e São Brás de Alportel "conseguiram atingir as metas a que se propuseram, facto que evidencia o trabalho desenvolvido no concelho ao nível da sensibilização da população, da implementação de soluções de recolha e da articulação com as entidades gestoras".

O encontro permitiu ainda refletir sobre os objetivos definidos no Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU), que estabelece metas ambiciosas para 2030, nomeadamente a redução da deposição em aterro, o aumento da reciclagem e reutilização, a recolha seletiva obrigatória de biorresíduos, têxteis e pequenos resíduos perigosos, bem como o combate ao desperdício alimentar.

Para o Município de Lagoa, estes desafios representam também uma oportunidade para consolidar políticas públicas alinhadas com os princípios da economia circular e da neutralidade carbónica até 2050. A aposta na valorização dos resíduos orgânicos — que podem ser transformados em energia e corretivos orgânicos — "constitui um dos eixos estratégicos para reduzir o impacto ambiental e promover a sustentabilidade do território", lê-se no documento enviado ao Algarve Primeiro.

A sessão evidenciou igualmente a importância da cooperação entre municípios, freguesias, entidades gestoras e cidadãos. Lagoa refere que tem vindo a assumir um "papel ativo neste processo", quer através da participação em fóruns regionais, ou na implementação local de medidas de sensibilização e melhoria da recolha seletiva.