Cultura

Câmara de Olhão celebra 200 anos com concertos em igrejas e 'videomapping' participativo

Foto - Depositphotos  
Olhão vai celebrar os 200 anos do concelho com um programa que inclui concertos de música em igrejas e um espetáculo de ‘videomapping’ participativo que conta a história da cidade, disse à Lusa o presidente.

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Em declarações à Lusa, Ricardo Calé contou que todas as igrejas das quatro freguesias do concelho vão receber concertos da Orquestra do Algarve e da Orquestra de Jazz do Algarve, estando também previsto um espetáculo de ‘videomapping’, em agosto.

O espetáculo “200 anos em movimento”, que conta com a participação de atores profissionais e da comunidade local, acontece no dia 28 de agosto no Largo Sebastião Martins Mestre, no âmbito das comemorações do bicentenário de Olhão.

“Estamos a celebrar esse marco com um programa cultural muito diversificado e muito descentralizado. Também queremos dar esta nota da descentralização de muitos momentos. E os momentos culturais também têm de ser descentralizados”, referiu Ricardo Calé.

Já patente no ‘foyer’ do Auditório Municipal Maria Barroso está a exposição “Dois séculos a fazer um lugar”, que integra o programa das comemorações e pode ser vista até novembro.

A mostra passa em revista os momentos altos dos 200 anos de Olhão através de documentos históricos e fotografias.

O programa inclui também um concerto de Buba Espinho com o Coro e Ensemble do Conservatório de Música de Olhão, ciclos de música e conversas, exposições temáticas e atividades educativas.

A programação culminará com a Bienal Participação Cívica e Cultura, momento em que será apresentada a Estratégia para a Cultura e Criatividade em Olhão (2027-2030).

Segundo Ricardo Calé, que iniciou o seu primeiro mandato frente à Câmara de Olhão em outubro, a autarquia está a reorganizar o investimento que se fazia no setor, porque o “chapéu-de-chuva da cultura e eventos é gigante”.

O autarca exemplificou que, em vez de se investir 50% do valor para a cultura nos eventos, pode colocar-se 20% “e depois reorganizar o remanescente para a cultura de forma mais organizada e ter um projeto cultural que faça sentido ao longo de todo o ano”.

Segundo Ricardo Calé, as festas têm um lugar muito importante nas tradições de Olhão, mas é preciso também investir em cultura de uma forma “um pouco mais solidificada, numa vertente educativa”, diversificando a oferta cultural para abranger e formar públicos.

Nesse sentido, o município lançou a primeira edição do festival Olhão South Jazz, com concertos que se iniciam ao entardecer, nos dias 24 e 25 de julho e cujo cartaz inclui atuações de Júlio Resende, Áurea, Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo.

“Quem gosta de uma determinada área pode não gostar de outra e nós não podemos oferecer sempre o mesmo tipo de oferta cultural. E eu acho que com este festival de jazz estamos a demonstrar isso, estamos a diversificar aquele que é o acesso à cultura nos mais diversos momentos”, argumentou.

A continuidade dos grandes eventos anuais na cidade está garantida, como a passagem de ano, as festas da cidade e o Festival do Marisco, sendo que este ano haverá um maior investimento no fim de ano para que se possa tornar num evento com maior dimensão.

Por outro lado, a autarquia vai reativar a Feira de Olhão, que não se realizava há alguns anos e vai voltar a acontecer em setembro, um evento que a população “muito ansiava”, assim como as Marchas Populares, acrescentou.

No dia da cidade de Olhão, que se assinala na terça-feira, a autarquia vai formalizar a descentralização de competências para as freguesias em três áreas: cultura, obras públicas e na área desportiva.

“Achamos que a descentralização é importante, porque queremos mostrar cada vez mais que a proximidade faz diferença e quando nós tentamos sempre que isso aconteça a nível nacional, depois também temos de dar o exemplo a nível local”, salientou.