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Características e como lidar com um mitómano

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Estas pessoas mentem de forma compulsiva porque sofrem de um transtorno psicológico.

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Segundo um artigo da Lusíadas Saúde, a mitomania ou mentira patológica é um transtorno psicológico caracterizado pela necessidade incontrolável de mentir. Distingue-se da “mentira comum”, em que a pessoa recorre a histórias para conseguir obter algum tipo de benefício, ou da dita mentira social, em que a pessoa dá uma desculpa para fugir a um compromisso ou a um convite que não é do seu agrado.

«O mitómano mente para mascarar a realidade ou elevar a sua autoestima, muitas vezes sem um motivo claro, e pode acabar por acreditar nas próprias invenções». As mentiras são elaboradas, frequentes «e visam colocar o indivíduo numa posição de destaque ou simplesmente proteger-se de frustrações», explicam os entendidos nesta matéria.

Este comportamento costuma estar associado a traços de personalidade, traumas passados, ansiedade ou baixa autoestima, sendo que as suas principais características são:

- Falta de controlo: A mentira surge de forma impulsiva, mesmo quando a verdade seria mais vantajosa.

- Histórias fantasiosas: Relatos repletos de detalhes irreais sobre as suas próprias conquistas ou sofrimentos.

- Ausência de ganho aparente: Mentiras constantes que não acarretam benefícios óbvios, servindo apenas como um mecanismo de defesa psíquico.

O acompanhamento com um profissional de saúde mental é essencial para tratar o problema. Para entender as causas profundas e aprender a lidar com esta condição, o paciente deve procurar a ajuda de um psiquiatra ou psicólogo qualificado.

A terapia e, em muitos casos, a medicação recomendada por um psiquiatra, têm em vista ajudar a pessoa a descobrir as verdadeiras causas dessa necessidade de mentir para que possa sentir-se mais segura, controlar melhor a ansiedade e elevar o bem-estar emocional, de modo a não precisar de recorrer a invenções para que se sinta aceite numa qualquer circunstância.

A melhor forma de lidar com um mitómano exige:

- Manter a calma para evitar confrontos diretos;

- Entender que a pessoa sofre de um transtorno e encaminhá-la para um apoio especializado;

- Evitar entrar nas histórias do paciente de modo a proteger-se, mas estabelecer limites e não aceitar as mentiras que lhe diz;

- Evitar reagir com gritos ou com raiva, já que isso dá lugar a uma escalada ainda maior de mentiras;

- Evitar chamar a pessoa de mentirosa, mas fazer-lhe algumas perguntas para que entenda que não está a acreditar nas suas mentiras. Esta é a melhor forma de proteger as suas emoções e de não entrar nas invenções de um mitómano.

Tenha em mente que poderá ter de lidar com este tipo de pessoas na família, no trabalho ou no grupo de amigos, mas a melhor postura a adotar é a mesma: manter a calma, mostrar que não acredita, mas sem chamar a pessoa de mentirosa, estabelecer os seus limites para que a sua saúde mental não seja invadida por essas histórias e mostrar claramente que a pessoa precisa de ajuda para que possa recuperar a sua autoestima, de modo a não precisar de recorrer à mentira para proteger-se. Tratar do trauma ou episódio que faz desencadear a mitomania é o ponto de partida para minimizar o problema, aconselham os especialistas.