Em comunicado, a direção do Chega-Algarve diz estar preocupada com os registos que aconteceram precisamente no Dia Mundial Contra o Tráfico de Pessoas, onde dezenas de milhares de imigrantes ilegais invadiram Ceuta.
Para o partido, este fenómeno demonstra que, quando as fronteiras deixam de funcionar, são as comunidades locais que sofrem as consequências com mais insegurança e maior pressão sobre a habitação e os serviços públicos.
Adianta que Ceuta não é um episódio isolado e deve ser tido como um aviso "claro" para Portugal, defendendo que Portugal e a União Europeia devem adotar políticas fronteiriças que tenham a segurança dos cidadãos como prioridade, "com combate efetivo ao narcotráfico e às redes de imigração ilegal e tráfico de seres humanos".
Para o Chega, o Algarve é a região do país que está mais exposta às rotas do tráfico e da imigração ilegal, recordando "os desembarques de pessoas traficadas que se verificaram em vários episódios em 2020 e, mais recentemente, no ano passado, na Praia da Boca do Rio, em Vila do Bispo".
"Foi precisamente nesta praia que, num espaço de duas semanas, houve lugar a duas operações de interceção e apreensão de estupefacientes, saudando a pronta atuação da Guarda Nacional Republicana", reforça.
Além de reconhecer o profissionalismo e a dedicação das forças de segurança que protegem as fronteiras, e em particular as marítimas, o Chega entende que estas devem ser correspondidas, por parte do Governo, com medidas musculadas que atribuam mais capacidade de intervenção para as vertentes de vigilância e fiscalização.
Defende ainda a implementação das medidas necessárias para uma política migratória regulada, "responsável e ajustada à realidade atual, colocando em primeiro lugar a segurança, a estabilidade e o futuro da Nação e das comunidades portuguesas".