Saúde

Com Hospital Central no horizonte, Tiago Botelho e António Pina preocupados com futuro da unidade de Faro

Foto - ULS Algarve
Foto - ULS Algarve  
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve, o Ministério da Saúde, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e os Municípios de Faro e de Loulé deram, no último domingo, mais um passo importante para a construção do Hospital Central do Algarve.

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Numa sessão pública, no Parque das Cidades, que contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a ULS Algarve adianta que foi assinado o acordo estratégico para o Hospital Central entre o Ministério da Saúde (ACSS e ULS Algarve), a Associação de Municípios Loulé/Faro e os Municípios de Loulé e de Faro.

Tiago Botelho, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve referiu que: “Esta infraestrutura permitirá prestar melhores cuidados, ter maior capacidade de resposta e condições de trabalho mais dignas e adequadas para quem cuida”.

Com um valor estimado de 426 milhões de euros, Ana Paula Martins reconheceu que este é um investimento necessário para o país e que o Governo tem “trabalhado para dar cumprimento à promessa de construção do HCA”. No entanto “ainda há um longo caminho a percorrer”, uma vez que “este é um projeto de grande envergadura”, que tem pelo menos seis anos de caminho e que terá de ser gerido passo a passo.

O Hospital Central do Algarve, que deverá estar concluído em 2031, contará com 742 camas, 18 salas de bloco operatório, 74 gabinetes de consulta, 10 salas de parto e 80 postos de hospital de dia, abrangendo várias especialidades médicas. O HCA contempla ainda resposta ao nível oncológico, incluindo os primeiros equipamentos públicos de radioterapia do Algarve e todo o diagnóstico e tratamento, incluindo o PET-TC (tomografia por emissão de positrões combinada com tomografia computorizada).

Telmo Pinto, presidente da autarquia de Loulé, considerou que “a região e as pessoas merecem que estejamos todos alinhados para que este projeto seja uma realidade”, referindo que “acreditamos nesta iniciativa e estamos cá para fazer a diferença”.

Tiago Botelho partilhou ainda a sua preocupação em relação ao futuro do Hospital de Faro. “O novo hospital ficará a cerca de 10 quilómetros da cidade de Faro. Por isso, é fundamental que, com a devida antecedência, seja pensado e planeado o futuro do atual Hospital de Faro. Tal como acontece nas principais cidades algarvias, será necessário garantir em Faro um Serviço de Urgência Básica, assegurando proximidade, acessibilidade e equidade no acesso aos cuidados de saúde a todos os farenses”, disse.

Também António Pina, na qualidade de presidente da Câmara de Faro e da Associação de Municípios de Loulé/Faro, partilha da mesma preocupação em relação ao Hospital de Faro, com o avanço do Hospital Central do Algarve. “Retira-se do centro da cidade o seu maior empregador e essa preocupação existe para os farenses. Não só porque estarão afastados 10 quilómetros do novo hospital, como pelo facto de ser um grande pulmão económico da cidade”, afirmou.

Na mesma ocasião, foi assinado o acordo de acompanhamento do Hospital Central do Algarve entre a ULS Algarve e a Universidade do Algarve, que “ajudará a acompanhar, de forma rigorosa e cientificamente sustentada, todas as fases deste projeto”. Alexandra Teodósio, Reitora da Universidade do Algarve, relembrou a cooperação entre as diversas entidades para a construção do HCA, manifestando o desejo de maior articulação e integração entre o ensino e a prática diária, em especial dos cursos de relacionados com a saúde.

O dia 26 de janeiro, segunda-feira, ficou marcado pelo despacho publicado em Diário da República onde o Governo aprovou o lançamento de uma parceria público-privada para a conceção, construção, financiamento e exploração do novo Hospital Central do Algarve.

Na mesma visita, a Ministra da Saúde inaugurou a remodelação do Bloco Operatório Central, no Hospital de Faro, e verificou a obra de remodelação do Serviço de Psiquiatria da ULS Algarve, que estará concluída em breve.