Sociedade

Comissão de Utentes da Via do Infante volta a protestar contra as portagens no Algarve e já agendou uma marcha lenta

 
No próximo dia 8 de dezembro, a Comissão de Utentes da Via do Infante - (CUVI) assinala o 11.º aniversário de portagens no Algarve com uma marcha lenta em forma de protesto.

Em comunicado, a CUVI lembra que foi uma medida decretada pelo Governo PSD/CDS, com o apoio do PS, que tem sido um "autêntico retrocesso para a região, em que a mobilidade regrediu mais de 20 anos e as desigualdades económicas, sociais e territoriais se agravaram".
 
Além dos prejuízos económicos e sociais "muito elevados" a comissão não esquece as "muitas vidas que se perderam" pelo desvio do trânsito para a EN125, que "ainda não está totalmente requalificada entre Olhão e Vila Real de Santo António e que tem contribuído para o aumento da sinistralidade rodoviária".
 
Passados 11 anos, a CUVI lamenta que o Orçamento do Estado para 2023, não contemple a eliminação das portagens na Via do Infante, responsabilizando o PS, mas também o PSD, porque "inviabilizaram propostas para acabar com as portagens no Algarve apresentadas por outras forças políticas".
 
A Comissão de Utentes explica que numa altura em que o Algarve ainda não se refez da pandemia, "a viver uma grave crise devido à forte sazonalidade, à inflação e ao aumento do custo de vida, será incomportável para os utentes e as populações, que a concessionária imponha aumentos nas taxas de portagem e muito menos de 10% de aumento como já foi anunciado".
 
No documento enviado à comunicação social, é descrito que a região conta com vários milhares de desempregados e muitos milhares na precariedade, sendo previsível que muitas empresas "sejam atiradas para a falência", fazendo aumentar o desemprego, as dificuldades e as necessidades das populações.
 
A CUVI entende que o Governo deve suspender as portagens no Algarve enquanto a EN 125 não for totalmente requalificada, "tal como estipula a Resolução da Assembleia da República n.º 50/2001, de 20 de junho de 2020". Ou seja, "o Governo deve cumprir o que foi aprovado no Parlamento, enveredando para a abolição total das portagens".
 
Por outro lado, lê-se ainda que a PPP da Via do Infante, "é muito ruinosa para o Estado, transferindo este para os bolsos da concessionária privada dezenas de milhões de euros todos os anos, verbas dos contribuintes que faltam para combater a crise, para o investimento público e para a melhoria dos serviços públicos".
 
Para chamar a atenção da população mas também dos responsáveis políticos, a Comissão de Utentes da Via do Infante anunciou que vai voltar às ações de rua pela eliminação das portagens no Algarve e pela requalificação total da EN 125, entre Olhão e Vila Real de Santo António. A próxima ação tem lugar no dia 8 de dezembro, com uma marcha lenta de viaturas pela EN 125, com partida na Luz de Tavira (Largo da República), pelas 15h00, terminando em Tavira, junto à Câmara Municipal.