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Como educar sem bater
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Há muito que se discute este tema, sobretudo nos programas de rádio e televisão, uma vez que, na maior parte das mentes, era um hábito bater nos filhos, nem se colocando a questão de se educar de outra forma.
 
Uma palmada no rabo, na boca, na cabeça parecia “acalmar” ou travar a criança perante um comportamento errado, ainda assim, são cada vez mais os entendidos na matéria que assumem que, essa palmada não corrige o comportamento errático. Trava o comportamento no momento, já que a criança é apanhada de surpresa perante tal gesto agressivo, mas em nada contribui para a ensinar a não o repetir noutra ocasião.
 
Tendo por base a obra "Educar sem bater" da autoria de Luís Maia, percebe-se que o autor é totalmente contra todo e qualquer tipo de violência, seja ela verbal ou física, o que quer dizer que, temos muito para aprender neste sentido e muito por receber dos ensinamentos deste psicoterapeuta.
 
Para Luís Maia, mesmo o castigo não funciona porque acaba por não ensinar a criança a não realizar uma determinada ação. Então o que resulta afinal? Podem já estar a questionar os nossos leitores. Nesta dimensão da Disciplina Positiva defendida por este especialista, o que realmente resulta é o diálogo; é conversar com a criança ou jovem acerca do que aconteceu e fazer entender onde é que está o erro. A base é responsabilizar a criança e jovem pelos seus atos em vez de punir o que faz.
 
A melhor forma para o conseguir é, sempre que ocorre algo de negativo, chamar o jovem ou a criança até si e explicar-lhe que aquilo não se deve fazer e porquê. Dessa forma, os nossos filhos vão saber exatamente o que não lhes é permitido e assumir uma postura mais responsável e crítica para a próxima vez. Ao entenderem claramente a razão pela qual não podem por exemplo deitar lixo para o chão e que o mesmo se deve colocar no recipiente, a criança vai adotar essa conduta. Com cada exemplo, com cada chamada de atenção, os mais novos vão construindo os seus valores e regras de forma positiva.
 
Não nos esqueçamos de que, o que os filhos mais gostam e desejam é agradar aos pais. Se os pais lhes ensinarem a forma correta de agir, certamente que eles vão ter prazer em seguir essa orientação. Um outro ponto a acrescentar já aqui é o exemplo dos pais. Os filhos aprendem mais com os exemplos dos pais do que com o que eles lhes dizem, por essa razão, torna-se fundamental seguir um estilo de vida adequado e que os filhos possam imitar. Se os pais não deitam lixo para o chão, têm toda a moral do mundo para exigirem que os filhos igualmente não o façam e, esta teoria aplica-se a tudo.
 
Para Luís Maia, a base assenta no reforço positivo – ser capaz de elogiar e de incentivar o jovem e a criança quando faz algo corretamente, e o reforço negativo, chamar a atenção imediatamente a seguir à “infração” que o jovem cometa. Dessa forma, o castigo e todo o tipo de violência são completamente proibidas e suprimidas da educação. Basicamente é um novo estilo de educar, uma nova forma de tornar pais e filhos unidos, próximos e amigos. Os pais empenham-se na educação dos filhos e, estes têm prazer em aprender e em cumprir aquilo que os pais fazem e lhes ensinam.
 
O principal é abolir completamente a ideia da palmada e do castigo da educação. É assumir que é um erro agredir o outro de qualquer forma, já que isso torna a relação muito tensa, baseada no medo e agressiva de parte a parte. Luís Maia não tem dúvidas de que, uma criança que é agredida vai considerar a agressão como algo normal na relação entre as pessoas, e é isso que é preciso mudar. É preciso apostar no diálogo, na compreensão de parte a parte, no entendimento e em formas muito mais atualizadas de transmitir os conhecimentos aos filhos, pois é disso que se trata na educação. É verdade que os pais são a autoridade e que, por isso, têm a responsabilidade de ensinar, mas os filhos também têm a responsabilidade de respeitar e de aprender. Esta é a base desta disciplina positiva.
 
Os filhos aprendem com os pais e estes aprendem com os filhos. Nessa relação cada um sabe o seu papel porque os pais assumem claramente a sua posição de educadores, ainda assim, estes aceitam sugestões dos filhos quando assim se justifica. Luís Maia defende que, quando cada um sabe o seu papel, tudo se torna mais fácil e organizado. Os filhos sabem perfeitamente que os pais estão a um nível superior e que são a autoridade, vêm-nos como um exemplo a seguir e sabem que aprendem com eles, não precisando de ser desobedientes porque sabem também as consequências. Pais e filhos sabem que, a educação corre bem quando ambas as partes se responsabilizam e envolvem no processo.
 
Fátima Fernandes
 
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