Os entendidos nesta matéria afirmam que, como as pessoas são todas distintas, naturalmente também expressam as emoções de forma diferente. Nesse sentido, é importante observar:
- A reação quando lhe diz “não” a algo que lhe pede, na medida em que, quando estamos disponíveis para conviver ou para encetar uma relação mais profunda com alguém, aceitamos os seus pontos de vista, opinião, gostos e também aquilo que menos lhe agrada. O respeito expressa-se muito mais com a negação do que quando aceitamos tudo só para agradar;
- A linguagem corporal também assume um papel relevante quando queremos saber se o outro gosta de nós. Para isso, é importante avaliar se os gestos são carinhosos, se as expressões faciais estão em conformidade com o que diz, se o sorriso é sincero;
- Avalie a disponibilidade para estar consigo, o interesse genuíno em estar na sua companhia, se existe stress ou ansiedade perante o que diz e o que não diz, se a pessoa lhe coloca pressão para tomar decisões, se a conversa flui, se existe sintonia, se o outro mostra agrado pelo seu discurso ou se faz expressões de cansaço, por exemplo;
- Uma pessoa que gosta de si pode alertá-la para algo que não está bem, mas respeita a sua decisão, o seu tempo e espaço, fica feliz com as suas conquistas e, mesmo dando a sua opinião, alimenta-lhe os sonhos;
- Uma pessoa que gosta de nós tenta passar mais tempo na nossa companhia, responde a chamadas e a mensagens, mesmo que não seja no imediato, mas tenta corresponder de modo a manter o contacto, gosta de saber como estamos e de manter proximidade. Está atenta aos elogios que lhe damos e retribui o que sente ainda que à sua maneira. Não gosta de mal entendidos, muito menos de nos ver sofrer, por isso, tenta ajudar-nos, nem que seja com uma palavra ou um gesto sincero, de modo a oferecer conforto e compreensão;
- Uma pessoa que sente interesse e prazer em estar connosco, veste-se bem para estar na nossa companhia e causar “boa impressão”, tenta agradar, mas sem esforço e sente-se bem quando também é aceite e respeitada.
Tenha ainda em conta se a pessoa mantém o comportamento ao longo do tempo, uma vez que, há quem crie um personagem para agradar e impressionar e, rapidamente deixa “cair a máscara”, torna-se numa pessoa diferente, desaparece ou lida consigo por interesse, mostra muita pressa para obter o que pretende e, quando o consegue, afasta-se.
O segredo é dar tempo ao tempo, manter a convivência e observar a pessoa para que possam conhecer-se melhor e, caso a relação não evolua, não existe qualquer problema, pois ambos não sentem essa necessidade e confiança.
Note também se a pessoa fica tímida ou nervosa na sua presença e se, esse comportamento melhora à medida em que convivem, pois pode tratar-se de um sentimento forte e difícil de disfarçar, ou saber que está a enganá-lo e não consegue libertar-se.
A maioria das pessoas não consegue alimentar a artificialidade e o fingimento durante longos períodos de tempo, por isso, se esperar até obter mais respostas, saberá se está na presença de alguém com quem valha a pena desenvolver uma relação mais profunda e que lhe agrade.
O amor é sentido, mas também deve ser pensado e analisado para evitar problemas maiores e para saber se somos correspondidos, se podemos fazer um plano de vida conjunto ou se temos de dar um outro sentido à relação: conhecidos, amigos ou parceiros, mas a decisão será sempre sua e aceite por ambos.
Por fim, é essencial saber até que ponto se sente bem na companhia dessa pessoa, se tem de transformar-se noutra pessoa para ser aceite e respeitado, se consegue relaxar, ser igual a si mesmo ou se tem de criar um personagem. O amor tem de ser vivido em liberdade e, quem não diz o que pensa, também não sente algo verdadeiro.