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Como surpreender alguém com pouco dinheiro
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Já pouco se ouve falar em crise, mas a poupança continua a não ser “o forte” dos portugueses, seja porque os vencimentos não são muito elevados, seja porque os hábitos de consumo ainda são elevados.
 
Com o intuito de melhorar a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, de mostrar como se pode fazer uma grande diferença com pouco investimento, recorremos a ideias dos nórdicos que, podem muito bem encaixar-se na nossa cultura!
 
Apesar de serem mais abonados, os habitantes do Norte da Europa combatem ao máximo o desperdício, enquanto que demonstram o valor dos pequenos gestos para com amigos e familiares.
 
Enquanto em Portugal é comum ir a uma festa de aniversário com um presente e, geralmente com um valor acima das possibilidades do orçamento familiar, os habitantes desse lado da Europa optam por fazer algo em casa para oferecer. Para além da poupança, exploram a criatividade, o bom gosto e procuram agradar com um gesto carinhoso.
 
Desde as velas que se decoram à mão, passando pelo bolo, pela tarte, pelo pudim que se prepara para um familiar ou amigo, tudo serve para marcar a presença, já que o convite é o prazer de estar com quem se gosta, não o valor material daquilo que se oferece.
 
É comum perguntar aos amigos aquilo de que mais gostam e surpreendê-los dessa forma nos momentos festivos. Não é de admirar que se façam transportar por um doce típico, por um doce criado pela família, pela originalidade de um pano bordado à mão, pela oferta de uns legumes do jardim que foram cuidadosamente plantados e cuidados, muito menos por uma garrafa de vinho que já faz parte da herança familiar ou que é produto da própria colheita.
 
Para os nórdicos, é simpático e simples visitar um amigo com um bolo num prato bonito e bem decorado. Existe inclusive a tradição de se pedir uma sobremsa para a festa e cada um escolhe aquilo que de melhor sabe fazer para partilhar com os demais.
 
Mão é também de admirar que uma família leve um prato apreciado por todos para celebrarem juntos um aniversário. Quando se visita uma família de uma zona diferente do país, é costume levar algo típico que se aprendeu a confecionar e que será degustado por quem convidou.
 
O chá é também uma tradição, pleo que também é comum que faça parte dos presentes numa ocasião especial, porque sempre que ocorre um convite, é porque é um momento especial de partilha, de convívio, de aprendizagem e de troca. Nos casamentos, o ritual também se cumpre, sem os exageros das prendas que nós portugueses ainda vamos fazendo questão decompras. Tudo muito soimples, mas com bom gosto é sempre a marca destes povos, onde o dinheiro lhes custa muito a aganhar e onde a família e os amigos são o verdadeiro prazer dos tempos livres, logo investe-se no amor, no carinho e no prazer do convívio e de tudo o que possa acrescentar esse momento.
 
O Algarve Primeiro acredita que, em tempos de mudança de mentalidades, também seja possível ir a uma festa com uns bolinhos regionais, com uma boa cera de figos, com uma garrafa bonita de medronho ou de aguardente de figo, com uma tarde de amêndoa ou qualquer iguaria que marca a nossa tradição e o que de melhor existe na nossa região. O desafio está lançado, sem esquecer os nossos enchidos, as papas de milho e qualquer outro símbolo que pode surpreender positivamente qualquer família numa data especial. Um bolo ou tarde elaborados em casa, serão certamente muito bem acolhidos por quem nos convida, tal como o prato favorito da família pode marcar a diferença. Tudo depende do bom gosto e de perceber que, de facto, se pode levar felicidade a alguém com pequenos gestos carinhosos!
 
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