De acordo com um inquérito do "JN" a 308 câmaras municipais do país em que 178 responderam, existe uma realidade preocupante: o Algarve é uma das regiões mais castigadas pela fome.
Os apoios das Câmaras são prestados através de cabazes, refeições e vales. A título de exemplo, só no concelho de Lagos, o aumento foi de 220% de famílias apoiadas por mês, representando cerca de 660 cabazes mensais, quando antes da pandemia, eram 120.
No concelho de Loulé foram criados dois refeitórios, tendo sido confecionadas mais de 24 mil refeições, a juntar a mais de 1100 cabazes entregues.
Segundo a mesma fonte, Faro apoia 900 pessoas, Albufeira 771 munícipes, Portimão 775, mais 532 cabazes para famílias por mês. Olhão apoia 600 pessoas e entrega 550 kits de alimentos.
Em declarações à TVI, o presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Algarve referiu que, são apoiadas 24 mil pessoas, tratando-se de um valor histórico, na medida em que, antes da pandemia, eram apoiadas 16 mil pessoas. Nuno Alves salientou que espera um novo aumento de pedidos de apoio depois do verão.
Para este responsável, muitas destas pessoas estavam empregadas, “tinham uma vida normal e nunca pensaram em recorrer ao apoio alimentar”. Tem havido ajudas suplementares além da rede de emergência alimentar, de empresários da região e de estrangeiros. Até novembro o Banco Alimentar tem reservas para prestar apoio. Nuno Alves espera que, a próxima grande campanha de angariação se concretize para ajudar a partir desse período. No entanto, devido à imprevisibilidade da pandemia, não há certezas sobre os resultados expetáveis.