Sociedade

Covid.19: Autarca de Loulé pede para que sejam corrigidos «erros de cálculo» do rácio definido para todo o país

 
O Conselho de Ministros desta quinta-feira determinou que o Município de Loulé não avance no processo de desconfinamento, voltando a aplicar-se as regras que estavam em vigor na semana passada.

 
Segundo as autoridades, Loulé encontra-se na lista dos concelhos que não progridem no desconfinamento, por registar pela segunda avaliação consecutiva, uma taxa de incidência superior a 120 casos por cem mil habitantes nos últimos 14 dias. 
 
Em comunicado, o Presidente da Câmara Municipal de Loulé, lembra que o primeiro-ministro, ainda recentemente, esclareceu que os casos nacionais detetados deveriam ser atribuídos ao concelho onde as pessoas residem e não onde são detetados. 
 
É nesse sentido, que Vítor Aleixo, pede para que «a proposta anunciada e defendida» por António Costa , «seja seguida integralmente», na medida em que a mesma, «não está a acontecer, penalizando os concelhos com mais turismo como é o caso do concelho de Loulé».
 
O edil defende também que deverá ser aplicado corretamente o rácio definido, e, consequentemente, contabilizados todos os visitantes estrangeiros que estão nos hotéis, quer nos residentes no concelho, quer no número de casos positivos. 
 
O autarca adianta que esta situação «será facilmente corrigida» se forem contabilizadas as dormidas nos hotéis de cada concelho e acrescido este número à população dos residentes. «Consideramos que estas alterações são essenciais para que exista justiça e não se penalize duplamente regiões como o Algarve e outras», defende.
 
Como solução, o responsável diz que o município de Loulé, disponibiliza-se para colaborar na obtenção do número de residentes diários dos hotéis para fornecer às entidades de saúde. Vítor Aleixo diz lamentar este retrocesso no processo de desconfinamento, «numa altura em que a principal atividade económica do concelho retomava uma trajetória de recuperação com contratos e compromissos assumidos geradores de responsabilidades».
 
No mesmo comunicado é ainda feito um apelo à Autoridade de Saúde, para que aplique o critério para os residentes nacionais e que sejam corrigidos os erros de cálculo do rácio definido para todo o país, «estamos seguros que esta correção evitará o retrocesso ao qual estamos a ser sujeitos, evitando que o concelho e os seus agentes económicos voltem a mergulhar numa crise profunda», termina.