Os deputados do PSD eleitos pelos Algarve querem saber que orientações pretende o Governo dar à TAP "no sentido de suprir as lacunas de outras companhias aéreas que voam para a região e que por razões sanitárias ou outras o deixem de fazer".
Numa pergunta dirigida ao ministro das Infraestruturas e da Habitação, os deputados Cristóvão Norte, Rui Cristina e Ofélia Ramos querem que sejam salvaguardados voos da TAP para o Algarve, que conforme dizem em comunicado "trata-se de uma região fortemente dependente da atividade turística e do setor hoteleiro".
O PSD recorda que foi tornado público que a TAP planeia retomar a sua operação e que se propõe assegurar, numa primeira fase, 71 voos, 63 dos quais com origem ou destino em Lisboa, sendo que apenas os restantes 8 serão distribuídos pelos aeroportos de Porto, Faro, Funchal e Ponta Delgada.
Para os deputados do PSD, a proposta de voos da TAP "é desajustada, fundada na lógica de uma companhia aérea que não responde equitativamente a necessidades geograficamente distribuídas, muitas dessas necessidades já se fazendo sentir em relação a territórios que cronicamente não se encontram no número de prioridade da TAP, no período anterior a esta pandemia e em que os motivos invocados pelo Governo para intervir na gestão da empresa e reverter a sua privatização parecem afinal não ser para ‘levar à letra’".
Os parlamentares lamentam que o Aeroporto Internacional de Faro continue a ser "ignorado pela TAP" e perguntam: que diligências irá o Governo empreender para que a companhia aérea retome as suas operações, de acordo com as normas sanitárias em vigor, "e que sirva efetivamente os portugueses", respeitando uma distribuição geográfica das suas linhas que não exclusivamente assente num serviço circunscrito à região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente ao Algarve, região a que a TAP assegura menos ligações.
Também se o Governo garante que dará orientações à TAP no sentido de suprir as lacunas de outras companhias aéreas que voam para a região e que por razões sanitárias ou outras o deixem de fazer, assegurando desse modo os fluxos turísticos indispensáveis para a região.
Algarve Primeiro