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Crianças concentradas são mais felizes e bem sucedidas
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Cada vez mais, este é um tema que inquieta os pais, sobretudo quando começam as primeiras notas e as queixas dos professores.
 
É com a entrada no primeiro ciclo que começam a maior parte dos problemas para os pais, uma vez que, é nessa altura que melhor se entende o que foi ficando para trás nas etapas anteriores.
 
Efetivamente, a concentração e a falta dela, é um tema cada vez mais na ordem do dia e que tem ditado “um braço de ferro” entre pais e professores. Os pais querem que os filhos aprendem, que tenham bons resultados escolares, nem que isso passe por investir num colégio privado. Os professores lamentam e afirmam a dificuldade que é transmitir conteúdos e incutir responsabilidades em crianças pouco treinadas e habituadas a fazê-lo.
 
Se os pais têm razão, não menos os professores estão na linha certa para assegurar que os seus alunos tenham bom desempenho ao longo do seu percurso escolar e, mais tarde na inserção para o mercado de trabalho. Muitos pais não compreendem essa importância que deve começar desde o berço e que pode fazer toda a diferença.
 
Tornou-se fácil “arrastar a barriga” e colocar todas as responsabilidades na escola. Esta por sua vez, já não suportando ser “a má da fita”, chama os pais a si para lhes dizer como podem melhorar o desempenho dos filhos e, a base é esta: os pais devem incutir nas crianças hábitos diários que lhes permitam aprimorar a concentração.
 
Como estimular a concentração nos mais novos?
 
Segundo os especialistas, os hábitos e as rotinas diárias envoltas em regras são logo o primeiro passo, já que a criança se habitua a cumprir, a respeitar e a saber claramente diferenciar o que lhe é autorizado daquilo que lhe é “proibido” Ao mesmo tempo, começa desde cedo a ter noção de autoridade, ficando mais claro para si que, os adultos encaminham e têm a última palavra quando de regras se trata. Esta também é uma noção fundamental a transmitir desde cedo, pois todos os seres humanos vão precisar de construir o respeito e a capacidade de acatar as recomendações dos outros para aprenderem a viver em comunidade. Só assim poderão também ser respeitados.
 
Depois, temos a questão do ritmo e das atividades a que muitas crianças estão expostas desde cedo. Se os pais precisam de trabalhar, também precisam de fazer uma gestão do seu tempo e do dos seus filhos, sob pena de as crianças passarem o dia a correr de uma atividade para outra. É aí que se perde um importante hábito de concentração: no excesso de atividades e de ritmo. Muitas crianças quase não têm tempo para descansar porque estão demasiado ocupadas e isso, acelera-lhes o ritmo e afasta-as da concentração quando é necessário construir precisamente o inverso.
 
O mesmo se passa com os adultos. Quando não há tempo para analisar, ponderar, sentir e pensar nas situações, é muito mais difícil a tarefa de se obter resultados positivos.
 
Se é um facto que a sociedade moderna é “acelerada”, não menos verdade é que somos todos nós que determinamos o ritmo, fazendo muitas vezes o impossível e aquilo que não merece qualquer reconhecimento. Se qualquer um de nós fizer um pequeno exercício de gestão do tempo, certamente que vai encontrar inúmeras situações em que o desperdício pode ser melhor aproveitado com rigor.
 
Não existem dúvidas de que, uma criança que sabe que a determinada hora vai para a cama descansar porque é o fim do seu dia, terá muito mais facilidade em perceber que, ao acordar tem de lavar a cara, tomar o pequeno-almoço, vestir-se, lavar os dentes e preparar-se para ir para a escola. 
 
Durante as horas de escola, faz aquilo que lhe é incumbido e depois terá um tempo livre para brincar no parque ou com os pais em casa ou noutro lugar. Ao saber como se vai organizar o seu dia, vai estar descansada, concentrada e disponível para participar nas solicitações que lhe são propostas.
 
Se pelo contrário, a sua vida é uma irregularidade constante, terá muito mais dificuldade em estar atenta e liberta porque não sabe o que “lhe vai acontecer a seguir”, com quem vai estar e o que fazer após as aulas. Estes pormenores podem fazer toda a diferença na educação e não requer “andar com o relógio ao pescoço”, mas sim descontrair porque se sabe que a partir de uma determinada hora se começa a moderar o ritmo para descansar.
 
Não há dúvida de que, a concentração é o reflexo desse estado de tranquilidade em que a criança vive diariamente em casa e que se projeta nas mais variadas atividades em que participa. Depois, não nos podemos esquecer de que, as crianças não podem ter um dia “cheio” de tarefas, pois para além de lhes acelerar o ritmo, são um estímulo para a desconcentração e fadiga. 
 
Uma criança que, depois das aulas tenha mais um conjunto de atividades, vai ter de se esforçar muito por se concentrar, pois o seu dia de “trabalho” deveria terminar com o toque de saída da escola e dar a si mesmo espaço para brincar livremente. Sabendo que vai ter esse momento de libertação, mais facilmente a criança vai estar concentrada nas suas tarefas até que terminem.
 
Ao mesmo tempo, desde cedo, é fundamental que se eduque o bebé para ouvir música, para ouvir histórias, para ouvir quando os pais falam com ele e aprender a prestar atenção e daí por diante, pois não será de um momento para o outro que se vai ensinar o que decorre no tempo e durante etapas.
 
Desde a tenra idade, os mais pequenos devem criar as rotinas em função das orientações dos pais. Horas para dormir, para as refeições, para brincar, para estar, para sair e daí por diante. Nas fases seguintes, vai aprendendo a organizar-se e, aos poucos o processo acontece sem pressões e com muita colaboração de parte a parte como se pretende.
 
A criança que entra num determinado ritmo vai ter tendência para segui-lo, já que é assim que conhece a sua rotina, mesmo que esteja incorreta e cheia de horários alterados e sem qualquer nexo, em muitos casos.
 
Claro que os pais trabalham por turnos, também fazem muitos exercícios para conseguir dar resposta ás suas vidas, mas é tudo uma questão de opção. Ou se organiza o quotidiano tendo em conta estas necessidades de estabilidade dos filhos, ou se pede ajuda a um familiar ou corre-se mesmo o risco de lamentar um percurso difícil para uma criança que se sente instável, insegura e desconfortável com tantas mudanças naquilo que é básico e que lhe confere tranquilidade.
 
Muitas vezes, “vamos pelo caminho” mais fácil, aquele que nos exige menos ponderação, mas educar uma criança exige alterações profundas quer nos pais, quer nos seus hábitos de solteiros.
 
Tendo em conta a importância de educar para a estabilidade, certamente que muitos mais pais vão estar atentos aos seus horários e ritmos e serão capazes de incluir atividades diárias ou semanais na vida da criança, só à medida em que ela vai desenvolvendo essas competências, o que infelizmente não acontece na maioria dos casos. Há crianças com problemas de concentração precisamente porque não dão resposta a tantas exigências e porque não encontram esse refúgio junto daqueles que são o seus referencial de segurança, estabilidade e afeto.
 
Vale a pena repensar na qualidade da educação que damos aos nossos filhos, sabendo que podemos sempre modificar, mesmo quando o ponto de partida não foi o mais correto. O ser humano pode modificar-se até ao fim da vida, pelo que estamos sempre a tempo de mudar.
 
Fátima Fernandes
 
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