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Curso para pais precisa-se!
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No momento em que fazemos o planeamento familiar para avaliar a chegada de um novo membro para a nossa família, deveríamos receber igualmente uma formação básica que nos elucidasse para a chegada de um bebé na nossa vida.
 
É verdade que o bebé é sempre dócil e bem acolhido em qualquer família, mas também é um facto que só saber alimentar e prestar os cuidados de higiene não é suficiente para fornecer o estatuto de pai e de pai a qualquer casal. Principalmente quando se trata do primeiro filho…
 
Depois, como todos bem sabemos, a sociedade evoluiu muito e, o que era uma necessidade dos pais há 40 anos, em pouco se aproxima do que é hoje. Precisamos de preparação e, há muito que isso se defende.
 
É verdade que avançamos muito, mas temos de fazer muito mais nesse sentido até para suprimir os maus-tratos da educação infantil e para melhor estarmos preparados para enfrentar as várias etapas do nosso filho.
 
Todos sabemos que há falta de regras, que se exagera na proteção das crianças, que se confundiu a liberdade com a libertinagem, que todos temos medo de falhar e que os nossos filhos espelham mais os medos dos pais do que a autoridade na “dose certa”.
 
Temos que aperfeiçoar o nosso papel de pais e, para isso, temos de ter curiosidade em saber mais para fazer melhor.
 
É importante ter em conta alguns pontos que, para ser mais fácil, vou listar de seguida:
 
- os pais estão sempre numa posição de superioridade em relação aos filhos. Sabem educar melhor porque não perdem de vista as regras que se explicam de forma clara e orientada.
 
- As exceções são produto da negociação e do bom senso. Abre-se uma exceção num momento em que assim se justifica, por exemplo, uma festa de aniversário que permite que o jovem, nesse dia, chegue a casa uma hora mais tarde ou que a criança, nesse dia, coma um doce alternativo.
 
- As crianças e jovens precisam de compreender as regras para que as possam cumprir. Devemos certificar-nos se as mesmas são claras para cada idade para as podermos explicar melhor e exigir resultados.
 
- Se o bebé precisa de tudo da nossa parte no momento do nascimento, tem de se ir autonomizando nas fases seguintes. Os pais devem ensinar, exigir e permitir que a criança faça as suas descobertas de forma orientada e direcionada para o respeito por si e pelos outros.
 
- A natalidade é baixa no nosso país, mas isso não quer dizer que deixemos as crianças e jovens fazerem tudo, sob pena de não conseguirem ser bons cidadãos e se integrarem no espaço comum. Para além de nosso filho, a criança ou o jovem tem de fazer parte da sociedade, saber estar, saber cumprir as regras de boa convivência social, por isso, temos de os preparar para essas duas realidades que são complementares. O filho que respeita os pais, vai respeitar os demais adultos da comunidade. Quando é habituado a não agredir, não vai agredir os seus colegas na escola.
 
- Devemos educar os nossos filhos com base no diálogo e permitindo que eles nos mostrem o que sabem, o que querem saber e o que fazem quando não estão connosco. Se lhes dermos esse espaço para falarem, não precisamos de andar com interrogatórios, pois livremente eles vão contar como foi o seu dia.
 
- Os erros devem ser analisados, contextualizados e conversados para que se possam corrigir. O erro é a ausência de conhecimento, pelo que o devemos compensar para evitar a mesma falha no mesmo contexto. A criança deita um papel para o chão se não souber que o deve colocar no balde de lixo, por exemplo.
 
- Pais que educam aos gritos e com gestos agressivos, acabam por colher o mesmo tratamento mais tarde e uma profunda falta de respeito por parte dos filhos. Converse, mostre “cara feia” quando não gosta de alguma coisa e evite reagir a quente, pois pode dizer aquilo que não quer e que pode comprometer a vossa relação. Dê um tempo a si mesmo para pensar na melhor forma de reagir a uma situação, mas tente que a punição seja adequada ao sucedido e em tempo útil para que seja bem ajustada.
 
- Reserve um tempo diário para estar só com os seus filhos. Mostre-lhes o quanto gosta deles, converse, brinque e descontraia com eles, nem que seja 10 ou 15 minutos sem relógio a contar o tempo. Mostre-lhes que está interessado neles e que, apesar de ter uma vida ocupada, a sua família é o mais importante de tudo.
 
- Comece a dar pequenas responsabilidades aos seus filhos desde cedo, pois “filhos com os pés na terra, precisam de peso nos ombros” e confie neles, mostre-lhes que lhes dá responsabilidades porque eles são capazes de resolver os seus problemas e, quando não o são, pedem ajuda.
 
- Exija aquilo que o seu filho deve cumprir. Para termos bons cidadãos, os pais precisam de saber exatamente o que pretendem dos filhos no seu desenvolvimento. Horas para dormir, para as refeições, ser pontual na escola, cuidados básicos de higiene, respeito por si mesmo e pelos outros, respeito pelos adultos na escola, praticar esse respeito com os colegas. Seja firme no cumprimento das regras dentro de casa, pois esse é o ponto de partida para que saiba comportar-se em todo o espaço público.
 
- Não permita que duas pessoas ao mesmo tempo eduquem o seu filho. Se a mãe está a falar, o pai escuta e vice-versa. O mesmo se passa com os avós e demais familiares que, tendem “a meter-se” quando a mãe ou o pai são mais rígidos. Estabeleça as mesmas regras para esses familiares. Quem está com a criança assume a autoridade. Lembre-se de que, quando a informação é excessiva e contraditória, a criança ou jovem tende a ir pelo caminho que lhe é mais fácil e não o mais correto.
 
- Não aplique castigos absurdos e ainda menos a quente. Avise as consequências antes de castigar. Se a criança ou jovem não cumprir aplique o castigo de forma moderada e realista, sem excessos. A proibição da TV deve ser do filme que ele mais gosta e não a proibição de ver televisão uma semana. O mesmo se passa com outros equipamentos. Ainda assim, o castigo deve ser a última opção. Procure conversar com o seu filho e perceber como é que podem resolver um problema.
 
- Qualquer tipo de agressão não é aceite em nenhum modelo educativo, por isso, procure compreender o seu filho, aplicar regras claras e eficazes e, quando tiver dificuldades, procure um profissional em psicologia que possa mediar a relação e criar um novo caminho para que a mesma encontre os objetivos pretendidos.
 
Para educar bem, é preciso aliar a firmeza à flexibilidade e perceber quando é que se deve utilizar uma e a outra. É preciso tranquilidade, saber avaliar o contexto, sem perder de vista as regras que, aos poucos, o seu filho conhecerá melhor do que ninguém. Se conhecer bem o seu filho, será tudo mais fácil, por isso, reserve-lhe um tempo diário para que a vossa relação se desenvolva no sentido pretendido. Não tenha medo de abraçar e de mimar o seu filho, pois o seu toque convicto, vai ajudá-lo a sentir-se mais feliz e confiante.
 
Fátima Fernandes
 
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