Cultura

Daniel Jonas é o vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários

Daniel Jonas - vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários
Daniel Jonas - vencedor do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários  
Foto cedida pela Câmara Municipal de Loulé
O júri do Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários APE/Câmara Municipal de Loulé, coordenado por José Manuel Mendes e constituído por Carlos Albino Guerreiro, Isabel Cristina Mateus e José Carlos Seabra Pereira, atribuiu o galardão à obra A justa desproporção (Companhia das Letras), da autoria de Daniel Jonas.

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Segundo nota da Câmara de Loulé, as crónicas de "A justa desproporção" combinam temas e referências diversas, da astrologia às artes e gastronomia, «desafiando rotinas, lugares-comuns, a justa proporção dos dias. Se este desvio ou desconformidade cativa o leitor, ele não deixa de igualmente o provocar e lhe desarrumar o pensamento.»

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Loulé, destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português, publicada em livro e em primeira edição em Portugal, no ano de 2025. Nesta edição, o valor monetário do galardão para o autor distinguido é de 15 mil euros.

A cerimónia de entrega do prémio decorrerá no Dia do Município de Loulé, no próximo dia 14 de maio, pelas 11h00, na Cerca do Convento do Espírito Santo.

O Grande Prémio de Crónica e Dispersos Literários distinguiu ao longo das suas 11.ª edições os autores José Tolentino Mendonça, Rui Cardoso Martins, Mário Cláudio, Pedro Mexia, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, José Eduardo Agualusa, Miguel Esteves Cardoso, Dulce Maria Cardoso e Helder Macedo.

A informação enviada ao nosso jornal acrescenta que, Daniel Jonas nasceu no Porto, em 1973. Tem publicado sobretudo poesia, destacando-se obras galardoadas como Sonótono (Prémio PEN Poesia), Nó (Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes), Oblívio (Grande Prémio de Literatura DST) ou Cães de chuva (Prémio Literário Fundação Inês de Castro).

Com Passageiro frequente, foi um dos sete poetas europeus nomeados para o Prémio Europeu da Liberdade, atribuído pela cidade de Gdánsk. O conjunto da sua obra mereceu o Prémio David Mourão-Ferreira/Cátedra Aldo Moro da Universidade de Bari. 

Como dramaturgo, escreveu as peças Nenhures, Estocolmo, Reféns e o libreto Still Frank. É um dos mais relevantes tradutores literários da língua portuguesa, dedicando-se a autores como Shakespeare, Milton, Pirandello, Huysmans, Dickens ou Wordsworth. 

A sua tradução de Contos de Cantuária, de Chaucer, recebeu o Grande Prémio de Tradução Literária APT/SPA. Doutorou-se em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa. Leciona nos ensinos básico e universitário. A justa desproporção é o seu primeiro livro em prosa.

Fonte: https://penguinlivros.pt/autores/daniel-jonas-2/