Política

Deputados do PSD Algarve exigem cumprimento do Plano de Eficiência Hídrica para travar cenário de seca

 
Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Faro estiveram, esta segunda-feira, reunidos com a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) na sequência das medidas anunciadas pelo Governo que preveem um racionamento do uso da água na região, que enfrenta uma situação de seca.

Ao contrário do que o Governo tem vindo a comunicar, os deputados dizem que tiveram conhecimento, de que não houve qualquer acordo com os empresários da região, nem foram tomadas medidas concretas, como por exemplo a definição de consumos mínimos. "Houve, sim, uma conversa entre a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve e a AHETA de modo a evitar os consumos excessivos nesta época", explicam em comunicado.
 
Os parlamentares dizem que a posição do Ministro do Ambiente e da Ação Climática "demonstra, uma vez mais, a incapacidade deste Executivo de colocar em prática o Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, apresentado em 2020, mas que continua por implementar. Nos últimos dois anos deveriam ter sido concretizadas medidas, avaliadas em mais de 60 milhões de euros, que poderiam ter evitado esta situação de emergência, através da redução do consumo hídrico nos mais variados setores", prosseguem.
 
Apesar de estarem de acordo com a necessidade "premente" de se tomarem medidas que promovam o acesso racional da água, garantindo a sua sustentabilidade, Luís Gomes, Rui Cristina e Ofélia Ramos exigem "que se passe das palavras aos atos com medidas concretas que ajudem a evitar posições mais extremas, tomadas à pressa".
 
Os deputados pedem a monitorização, em tempo real, das medidas do Plano Regional de Eficiência Hídrica permitindo o seu escrutínio público, "através de uma forma transparente, é possível conhecer os projetos em curso bem como o evoluir da sua aplicação".
 
Criticam ainda, que os planos "não podem continuar fechados em gavetas, longe do olhar dos portugueses, sob pena de se tornarem em projetos que nunca são concretizados", concluem.