Política

Deputados do PSD lamentam que o Algarve "tenha sido apagado do mapa do Governo"

Foto|D.R
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Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Faro, criticam o Governo liderado por António Costa, por inação na concretização do Plano de Eficiência Hídrica, apresentado há dois anos. "Atualmente a região é uma das mais afetadas pela seca que assola Portugal e o Executivo continua a esquecer o sul do país que, em breve, pode começar a sofrer com a escassez de água", alertam os parlamentares em comunicado.

«No Algarve há muito tempo que esperamos que o Governo exista. Por exemplo, o Plano de Eficiência Hídrica apresentado em julho de 2020 previa, no curto e médio prazo, um investimento de 228 milhões de euros e foi apregoado e anunciado como se fosse um plano milagroso. O problema é que feito o plano, não se sabe o que tem sido executado. Corremos o perigo de, já no próximo verão, não haver água em muitas torneiras do Algarve, mas continuamos sem saber o que está a ser feito», refere o deputado Rui Cristina.
 
O PSD fala em Governo dos anúncios, "onde falta a concretização e a Central de Dessalinização agora apresentada, mas que "pode ser mais uma manobra de distração". Os deputados Luís Gomes, Rui Cristina e Ofélia Ramos prometem estar atentos, "uma vez que continua sem ser divulgado o calendário de execução da obra, bem como o estudo de impacte ambiental e o caderno de encargos".
 
Para os parlamentares, "o desenvolvimento do Algarve não pode continuar refém de um Executivo que há muito não conhece as reais necessidades da região e que se prepara para dificultar ainda mais o acesso a fundos comunitários".
 
«Os planos de ordenamento do território que estão sob alçada do Governo estão desatualizados, alguns têm mais de 20 anos, como é o caso do Plano de Ordenamento da Orla Costeira Burgau-Vilamoura. Que política ambiental é esta em que o governo tem os seus próprios planos em atraso e depois penaliza os municípios, impedindo-os de aceder a fundos comunitários porque não procedeu à sua revisão?», acrescenta Luís Gomes.
 
Os sociais democratas dizem ser urgente que sejam executadas as medidas anunciadas, "sob pena de o distrito de Faro vir a enfrentar uma crise ambiental, social e económica sem precedentes", consideram.