Política

Deputados socialistas do Algarve questionam Governo sobre internet fixa de alta velocidade na região

 
Os deputados socialistas eleitos pelo Algarve questionaram esta esta sexta-feira o Governo sobre os planos para uma cobertura de internet fixa de alta velocidade na região, de forma a atrair empresas que pretendam sair dos grandes centros urbanos e a oferecer melhores condições de trabalho aos "nómadas digitais".

Numa pergunta dirigida ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Luís Graça, Jamila Madeira, Joaquina Matos, Ana Passos e Francisco Oliveira referem que as "as dificuldades impostas por razões de saúde pública pelos vários confinamentos aguçaram o engenho das empresas que lançaram mãos do digital para manter o contacto com os clientes e as vendas mesmo com a porta física dos seus estabelecimentos fechados".
 
"Acelerou-se o processo de disseminação do trabalho remoto", em que "os nómadas digitais são os novos trabalhadores - turistas", afirmam os parlamentares, que apontam que, "no Algarve, em particular nos concelhos da Costa Vicentina de Aljezur e Vila do Bispo e nas zonas do interior da região e fora dos grandes centros urbanos, são cada vez mais frequentes estes trabalhadores remotos onde passam largas temporadas com impacto muito positivo para a economia local".
 
Para os deputados, "disponibilizar uma boa cobertura de fibra ótica pelo país periférico é absolutamente critico para que este movimento económico de fixação de empresas em territórios de baixa densidade e de captação de trabalhadores remotos possam também ocorrer em Portugal".
 
"Este desafio é particularmente relevante para o Algarve", defendem os socialistas algarvios, lembrando que, juntamente com o Alentejo, é das "regiões do país com a mais baixa taxa nacional de cobertura de internet fixa de alta velocidade", de acordo com os dados da ANACOM.
 
"No Algarve, apenas 62,1% dos alojamentos podem instalar serviços suportados por fibra ótica, enquanto a média nacional é de 83%", apontam os parlamentares, considerando que são "valores muito abaixo da média nacional e que configuram uma efetiva desvantagem", tanto "no âmbito da coesão territorial", como "no estimulo à digitalização da economia".
 
Nesse sentido, os eleitos socialistas pretendem saber "que planos tem o Governo para que o Algarve ultrapasse o défice de cobertura de internet de alta velocidade e se apresente como um território de excelência para atrair empresas que pretendam sair das grandes metrópoles e oferecer cada vez melhores condições para receber nómadas digitais".