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“Descarregar” emoções sobre os outros ou em objetos não nos faz mais felizes
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No seu livro “A Fórmula da Felicidade”, entre outros aspetos essenciais, Stefan Klein apresenta a dimensão cientifica de como é possível ser feliz e, naturalmente aquilo que nos provoca infelicidade, mas que julgávamos ser o oposto.
 
Nas suas inúmeras explicações percebe-se que, a teoria do século XIX de entender o cérebro como uma “caldeira” que condensa todas as emoções e que as mesmas têm de “sair por algum lado”, é um tremendo erro, isto porque temos de ir descomprimindo aquilo que nos perturba de forma subtil, sob pena de darmos lugar a mais problemas do que aqueles que temos inicialmente.
 
Este especialista afirma que, efetivamente conversar com alguém da nossa confiança faz bem no sentido de nos permitir uma tomada de consciência de algo importante, mas não é a solução para o problema. Cada um de nós tem de encontrar uma justificação para o que nos acontece. Tem de compreender e encontrar as suas soluções.
 
ando o exemplo do stresse que acumulamos diariamente nas cidades com o trânsito, Stefan Klein ilustra que nada se pode fazer contra essa realidade e que, se encontrarmos alternativas para ocuparmos melhor esse tempo em que estamos parados atrás e à frente de carros e dos seus pára-choques como paisagem, tanto melhor.
 
Segundo o autor, podemos aproveitar para ouvir música, podemos aprender um idioma através de uma gravação de CD ou tirar um qualquer curso através da audição diária enquanto estamos parados no trânsito.
 
Naturalmente que chegamos ao emprego cansados e que o segredo é esperar uns minutos antes de começar a trabalhar. Podemos recuperar energias com um segundo pequeno almoço, ingerir um doce que nos vai ajudar a melhorar o estado de ânimo rapidamente e perceber que, mais vale perder cinco minutos antes do trabalho e realizá-lo bem, do que estar sob pressão e descarregar sobre colegas e clientes.
 
Estes pequenos truques são o resultado da nossa tomada de consciência. Sabemos que não podemos fugir ao trânsito urbano e que temos é de encontrar as melhores soluções para nos sentirmos mais felizes.
 
Esta receita aplica-se a tudo na nossa vida. Em vez de irmos ter com aquele familiar que nos disse algo desagradável, podemos simplesmente encontrar uma alternativa que nos permita um distanciamento daquilo que nos disse, basicamente esquecer o sucedido; virar a página e seguir noutro sentido.
 
Stefan Klein ilustra neste capítulo do seu livro que, de nada nos serve agravar o problema, já que isso apenas nos agarra mais a ele. Temos sim de ir encontrando soluções para cada pequeno problema que nos surge para evitarmos a acumulação negativa e destrutiva de emoções. Surge o problema, damos-lhe a devida atenção e encontramos uma resposta. Com esta postura libertamo-nos de sentimentos negativos e encontramos cada vez mais momentos de felicidade.
 
Muitas vezes, falar demasiado sobre a questão ainda a acentua mais, pelo que o ideal é encontrar uma resposta e seguir em frente nos nossos planos e na nossa realidade.
 
Deixamos-lhe alguns truques que podem ajudar a orientar o pensamento em momentos delicados:
 
1. Ser consciente das suas emoções
 
Tentar compreender a razão pela qual nos sentimos de uma determinada forma ajuda a compreender o que estamos a sentir e a procurar uma alternativa.
 
2. Limpar a mente
 
Limpar a mente não é nada mais do que ir descendo a escada do nosso mundo interior, das nossas emoções. Para isso, podemos seguir os seguintes passos:
 
O que me dá raiva? O que me aborrece? O que me entristece? O que me impede de estar bem nestes momentos?
 
Tente pensar na primeira pessoa: eu sinto-me assim porque…
 
Programe o dia seguinte. Tente imaginar o que vai fazer e de que forma, já que estará a afastar-se do problema e a criar alternativas.
 
3. A forma como expressamos as nossas emoções pode acentuar a negatividade que estamos a sentir.
 
Chorar não alivia, tal como gritar ou atirar objetos não descomprime. Essa teoria já está ultrapassada e tem dado provas de que não é eficaz. O segredo é encontrar dentro de si as respostas e não agir enquanto não soubermos muito bem o que se pretende. Pensar, fazer um rascunho, um esquema, qualquer coisa serve para evitar que se vá confrontar com o problema quando o mesmo ainda está muito presente.
 
Enfrente a pessoa se considerar importante e se realmente souber o que vai dizer e fazer. Às vezes é mais útil desligar e seguir em frente sem dar muita importância ao sucedido, noutros casos, pode funcionar conversar tranquilamente sobre o sucedido, mas tenha em mente que, esta forma subtil de resolver os problemas não é seguida por toda a gente, por isso, veja com quem está a lidar antes de reagir.
 
4. Valor pessoal
 
O valor pessoal implica uma necessidade de se enfrentar a si mesmo para alcançar as próprias metas, que não são outras além de encontrar o equilíbrio. A integridade emocional requer que nos liberemos de todos esses pesos que adoecem o nosso caráter e o nosso corpo. Cuide de si, pense em si e perceba que, muitas vezes não vale a pena dar tanta importância a quem nos fez ou disse algo menos correto.
 
A tranquilidade resulta dessa tomada de consciência e é um treino diário. Quanto mais praticar, mais encontrará o seu equilíbrio, a capacidade de respirar fundo e pausadamente antes de agir e jamais tomará uma decisão sem que antes tenha pensado sobre o assunto.
 
Fátima Fernandes
 
 
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