Em comunicado, A PJ indicou que o arguido agrediu os companheiros de casa, de 42 e 35 anos, com um canivete cuja lâmina tinha cerca de 10 centímetros, ferindo-os com gravidade.
De acordo com a polícia, as vítimas só não morreram por receberem assistência e tratamento hospitalar atempados, tendo ambas necessitado de cirurgia urgente e internamento numa unidade de cuidados intensivos.
Os factos ocorreram na madrugada de terça-feira, numa habitação que o suspeito partilhava com as vítimas no concelho algarvio de Lagoa.
Segundo a PJ, uma discussão entre o alegado agressor e a primeira vítima, com 42 anos, terá tido origem em motivos “supostamente relacionados com credos religiosos”.
Durante a altercação, o suspeito terá utilizado um canivete com uma lâmina de 10 centímetros para desferir oito golpes em várias zonas do corpo da vítima, lê-se na nota.
As agressões atingiram o abdómen, a zona cervical e o tórax, provocando uma perfuração pulmonar, descreve a PJ.
O agressor dirigiu-se depois ao quarto onde pernoitava outro homem, de 35 anos, “pontapeou a porta e proferiu ameaças”, adianta.
A vítima, “surpreendida pelo ruído, saiu do quarto e questionou o suspeito sobre o seu comportamento”, tendo sido atingida de forma inesperada com golpes na veia jugular, na zona cervical e nos ombros.
Segundo a PJ, as diligências de investigação permitiram identificar o alegado autor das agressões e recolher “prova robusta”, que culminou na sua detenção.
O suspeito está indiciado por dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada e de um crime de detenção de arma proibida.
O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação, num inquérito dirigido pelo Ministério Público de Portimão.