O homem, de 39 anos, encontra-se em prisão preventiva enquanto aguarda julgamento. Segundo informações avançadas pelo Correio da Manhã, suspeito e vítima terão mantido uma relação de proximidade no passado, tendo trabalhado juntos.
O indivíduo foi localizado no mesmo dia em que a viatura da vítima foi encontrada. Entretanto, a Polícia Judiciária apurou que os cartões bancários do gestor foram utilizados na região da Grande Lisboa após o seu desaparecimento.
A investigação indica ainda que, além de levantamentos bancários, terão sido retiradas quantias elevadas do cofre do restaurante onde Ricardo trabalhava, alegadamente acedido com os seus códigos pessoais.
O CM refere que durante o interrogatório judicial, o suspeito admitiu ter fornecido informações sobre a vítima aos outros dois suspeitos envolvidos no plano. "Tudo a troco de um carro". No entanto, rejeita qualquer responsabilidade no desaparecimento de Ricardo Claro.
O jornal regista que os dois outros suspeitos saíram do País. Um deles terá sido transportado no carro da vítima até Huelva (Espanha), seguindo depois para Madrid antes de seguir para o Brasil. O outro terá partido de Lisboa com o mesmo destino. Existem indícios de que ambos terão contado com apoio de terceiros para movimentações financeiras na região da Grande Lisboa.
A PJ mantém as diligências para localizar o gestor, desaparecido desde 13 de março. Familiares e amigos continuam envolvidos nas buscas no terreno, sobretudo entre Olhão e Vale do Lobo.
Recorde-se que o veículo da vítima foi encontrado em Olhão. Na mesma zona, foram apreendidos diversos objetos pela PJ, incluindo dois casacos, chaves e fita adesiva encontrados em contentores de lixo.