Ao longo de todo o evento, ruas e praças são preenchidas por animação constante de rua, com música, teatro e apontamentos cénicos. "Diversas companhias de teatro, músicos, artistas e figurantes dão corpo às diferentes vivências da época", assegura a nota enviada ao Algarve Primeiro.
A programação decorre em dois palcos principais — na Praça Marquês de Pombal e na Avenida da República — que recebem espetáculos musicais e cénicos ao longo dos três dias, complementados por diversas áreas de animação distribuídas pelo recinto.
A Avenida da República acolhe uma zona dedicada à gastronomia, enquanto o restante recinto terá um mercado de artesanato, com artesãos ao vivo que recriam técnicas e saberes tradicionais.
O Salão de Baile Setecentista assume a forma de workshop aberto, convidando os participantes a aprender danças de época em diferentes horários. As visitas guiadas à vila pombalina, de participação gratuita mediante inscrição, e as sessões de caligrafia, igualmente gratuitas, "reforçam a vertente pedagógica e interativa do festival". A estas junta-se ainda o escape room temático, uma experiência que convida os participantes a resolver enigmas inspirados na época e a descobrir a história de forma lúdica.
O festival integra o colóquio evocativo do quarto de milénio da fundação de Vila Real de Santo António, a decorrer nos dias 11, 14 e 15 de maio, no Centro Cultural António Aleixo, reunindo especialistas para refletir sobre a história e identidade da cidade.
A edição de 2026 arranca na sexta-feira, 15 de maio, às 15h00, com a abertura oficial do recinto. O dia inclui o espetáculo de abertura pela Orquestra do Algarve, seguido da receção da comitiva de convidados e da recriação histórica da chegada à vila.
No sábado, 16 de maio, a programação estende-se ao longo de todo o dia. Um dos momentos centrais acontece na Igreja Matriz, com um concerto de música barroca que valoriza o património e a envolvência histórica do espaço.
Já à noite, sobe a palco o espetáculo cénico "Quando a Voz se Fez Luz", pela companhia de teatro II Acto, uma produção de grande formato que parte de um julgamento simbólico da sociedade, conduzido por uma voz feminina que afirma a liberdade de pensar e decidir.
O ponto alto acontece no domingo, 17 de maio, com o cortejo histórico e etnográfico, às 16h30, um dos momentos mais aguardados do festival, que reúne centenas de participantes e atrai população e visitantes às ruas da cidade.
O encerramento será assinalado com um concerto da Orquestra Barroca d'Aquém Mar.
«O Festival Setecentista é hoje uma iniciativa consolidada e uma marca distintiva de Vila Real de Santo António. Ao valorizar o nosso património e identidade, contribui também para afirmar o concelho como um destino turístico ao longo de todo o ano, combatendo a sazonalidade e dinamizando a economia local», destaca o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Álvaro Araújo.
A autarquia adianta que, o festival tem entrada livre.