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É Demissexual?
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Esta é mais uma forma de encarar a sexualidade. Este é mais um conceito que pode fazer pensar acerca da intimidade e daquilo que contrasta com os dias atuais.
 
Não sendo algo novo, acaba por receber uma designação que ajuda a explicar mais um ponto importante na diversidade sexual.
 
Se há quem tenha facilidade em se envolver sexualmente num primeiro encontro com alguém, há quem não o consiga concretizar. 
 
Foi precisamente daí que surgiu a demissexualidade: a necessidade de sentir uma ligação afetiva para concretizar o ato sexual.
 
As pessoas demissexuais só têm desejo quando há ligação afetiva, quando conseguem conhecer razoavelmente o parceiro e se sentir confortáveis numa relação.
 
Na prática, estas pessoas não se interessam por sexo de forma banal e só por ter uma relação física com alguém.
 
Não têm relações casuais e a atração sexual pode só surgir ao fim de anos e, quando encontram essa estabilidade, vivenciam a relação em pleno.
 
O termo demissexual é recente e parece revitalizar a ideia do amor romântico, em que as pessoas se enamoravam, construíam uma relação e só a partir dessa base é que se envolviam sexualmente.
 
Para a sexóloga Joana Almeida "antigamente, as pessoas podiam sentir-se únicas na maneira como viviam a sua sexualidade, porque estavam mais isoladas", mas a internet veio facilitar o convívio e potenciar encontros entre pessoas com as mesmas orientações.
 
De acordo com o portal Demisexuality Resource Center, que reúne informações sobre o tema, o vínculo necessário para um demissexual sentir atração por outra pessoa depende das experiências de cada um e é normalmente diferente para cada pessoa. Formar um vínculo emocional não é garantia para que apareça o desejo, mas é um requisito para que ocorra. E tanto pode acontecer ao fim de uma semana, como demorar meses ou anos.
 
Os demissexuais integram a comunidade assexual porque, a maior parte do tempo, não sentem atração sexual por ninguém. A mesma publicação acrescenta que, os demissexuais só sentem desejo por uma pessoa ao longo da vida, o que parece “encaixar que nem uma luva” na ideia de sexo vivida no passado, em que “as pessoas permaneciam imaculadas até que encontrassem aquele amor especial.”
 
Se repararmos bem, a demissexualidade pode ser entendida como uma necessidade de reformular a forma como se vive a intimidade nos nossos dias e, como não há duas pessoas iguais, ainda é delicada a tarefa de “rotular” esta forma de intimidade. Sabe-se apenas que, o afeto é a base do sexo na demissexualidade.
 
Muitos especialistas colocam a demissexualidade na classe das pessoas assexuadas, já que, na maior parte do tempo estas pessoas vivem sem desejo sexual, mas muitos são os que afastam essa tese justificando que, o prazer pode muito bem estar ligado ao afeto e, isso não quer dizer que a pessoa tenha de o sentir numa relação ocasional.
 
A pessoa demissexual tem desejo e prazer, mas perante determinados requisitos por si construídos. Não vê o sexo pelo sexo, nem esse é o seu foco quando se prepara para um encontro com alguém.
 
A intimidade acontece se existir empatia, afeto e o tal desejo de se envolver não com quem se acabou de conhecer, mas com quem se viveu algo que permitiu conhecer melhor e sentir essa necessidade.
 
Algarve Primeiro

 

 
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