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É possível dar amor e liberdade ao mesmo tempo?
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O amor só é amor quando vivido em liberdade. Esta é a palavra de ordem para um relacionamento bem sucedido. Para que se consiga esse encontro de posições e sentimentos, é fundamental a compreensão e o respeito.
 
Não tenhamos dúvidas de que o amor só resiste quando é vivido e alimentado pela liberdade, com base na compreensão e no respeito. Caso contrário, vive-se uma obsessão, sentimentos de posse e mau-estar.
 
Conseguirmos colocar-nos no lugar do outro e perceber a importância de “dar o espaço necessário” para que cada pessoa se sinta bem numa relação, não é uma tarefa fácil, já que tendemos naturalmente a “querer possuir”. Tendemos a acreditar que teremos a atenção do outro à força e, nem sempre damos ao nosso parceiro a liberdade e o respeito de que necessita.
 
Todos precisamos do nosso tempo pessoal, do encontro das nossas características e do bem-estar necessário para produzirmos as nossas tarefas e exigências diárias. Para isso, torna-se fundamental sentirmos que, quem está ao nosso lado, nos compreende, sabe ler os nossos pensamentos e compreender aquilo que estamos a sentir quando precisamos de um tempo para “desanuviar”.
 
Gerir tudo isto exige treino e racionalidade. Exige o controlo dos nossos impulsos e uma capacidade a que todos temos acesso, mas que nem todos colocamos a funcionar: a inteligência emocional.
 
Uma relação não vive nem sobrevive com pressão, exigências, domínio e controle de qualquer espécie. Alguém que se sente nestas condições terá uma maior tendência para procurar “escapes” e fazer de conta que está tudo bem quando na realidade teve de criar um estilo de vida paralelo.
 
É importante termos em conta que, o tempo de cada um tem de ser valorizado e respeitado, para que nos sintamos igualmente valorizados e respeitados. Uma relação não se processa com “duas metades que se encaixam”, mas sim com duas pessoas que partilham o que são e que constroem o seu projeto de vida em conjunto. Para isso, é preciso encontrar alguém com objetivos e interesses comuns, já que uma vida com pessoas opostas torna-se desgastante e asfixiante, sem falar na luta permanente que a mesma encerra. Quanto mais parecidos forem os membros de uma relação, mais harmoniosa e feliz a mesma se vai tornar e, mais momentos de plenitude e reciprocidade, ambos vão poder viver.
 
Torna-se fácil compreender o outro, acessível respeitar as posições de cada um e, naturalmente que o amor flui em liberdade, harmonia e tranquilidade.
 
O amor requer sentir que o outro no entende, apoia e, sobretudo, compreende. Tal só é possível quando é dada uma margem de manobra para que cada pessoa se mostre tal como é e que perceba as suas características devolvidas no outro. As pessoas são como dois espelhos que se devolvem entre si. Quando os mesmos estão focados em sentidos opostos, tal gera desordem e mau-estar. Tudo flui quando a devolução é gratificante para ambos e, isso requer liberdade para que se veja o outro de fora e para que nos coloquemos a nós também numa posição exterior, já que, em muitos casos do nosso quotidiano, temos de “sair” da situação, pensar, analisar e encontrar uma resposta. Só dando esse tempo a nós mesmos e ao outro é que se consegue ter essa necessária imparcialidade e capacidade de ponderar melhor nas situações.
 
Veja-se por exemplo a importância de “dar um tempo” após uma discussão. Consegue-se ver a situação com mais clareza e nitidez precisamente porque nos afastamos do foco da nossa atenção. Se mantivermos essa capacidade diária para nos aceitarmos e assumirmos tal como somos, certamente que seremos capazes de viver em liberdade e de dar esse espaço ao amor que sentimos por outra pessoa. A relação renova-se em cada encontro, acredite!
 
Fátima Fernandes
 
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