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É uma pessoa coerente?
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“Quem é autêntico assume a responsabilidade pelo que é e se reconhece livre do que é”:Jean Paul Sartre.
 
É desta forma que damos o mote para o tema da coerência e da sua importância para o sujeito e para a sua relação com os outros.
 
Desde logo, é essencial ter em conta que, a incoerência gera muitos conflitos, seja no próprio, seja nas suas relações com os outros, isto porque a pessoa não age de acordo com aquilo que diz e não pensa em conformidade com aquilo que pretende. Acaba por viver em permanente estado de confusão e causar essa instabilidade aos outros.
 
Na educação, por exemplo, pais que dizem uma coisa e fazem outra, acabam por gerar muita instabilidade nos filhos que nunca sabem de que lado “está a verdade” e se podem ou não confiar nos pais.
 
Nas relações profissionais e sociais, as pessoas incoerentes acabam por causar muitos distúrbios e instabilidade precisamente porque se estão a comprometer com uma tarefa e a desenvolver outra ou de forma distinta daquela que foi acordada.
 
A coerência exige regras e disciplina. É fundamental que a pessoa aprenda a assumir-se tal como é e a responder pelos seus atos, já que esta é a única forma de se desenvolver nessa orientação e de dar confiança aos demais, confiando também em si mesma.
 
Basicamente a coerência é o equilíbrio que existe entre o estado mais intenso de alguém (o que a pessoa sente no seu interior) e a exteriorização que faz dela mesma no seu comportamento, tanto verbal quanto não verbal. Ou seja, quando a pessoa é coerente não existe uma falta de sincronia entre o que sente e o que exterioriza.
 
Um bom exemplo disso é viver sem máscaras, é saber distinguir aquilo que é correto daquilo que não é e, para isso, temos de ir sempre aos nossos valores. Quando alguém nos afeta por algum motivo, não temos de “fazer de conta” que nada se passou, mas sim encontrar a melhor forma de nos sentirmos bem connosco próprios. Se for necessário, podemos dizer à pessoa em causa o que aconteceu, ou simplesmente partir do pressuposto de que, se me fez aquilo é porque tem esses valores e, nem vale a pena dedicar muito tempo ao assunto.
 
A melhor forma de nos sentirmos bem e mantermos a nossa coerência é assumir que ficamos magoados com a situação e que não a queremos repetir. Para além de ficarmos alerta para outros cenários semelhantes, somos honestos para connosco mesmos e com os outros, pois não andamos a fazer de conta que nada se passou e que está tudo na mesma.
 
As pessoas coerentes costumam gerar confiança nos demais, já que não mostram uma cara diferente da que sentem, nem se esforçam para fingir ou dissimular o seu estado interno. Sabem ouvir o que sentem internamente e são capazes de aceitar, sem se enganar a si ou aos demais.
 
Estas pessoas não se permitem entrar “em filmes” cujas cenas são sempre as mesmas e ocultam a realidade. Vêm a verdade dos factos e, quando não dispõem de dados suficientes, são as primeiras a tentar encontrá-los para se poderem esclarecer. Naturalmente que causam incómodo às pessoas incoerentes na medida em que gostam de apurar o sucedido.
 
As pessoas coerentes não se conseguem relacionar com pessoas que utilizam máscaras para se esconderem e que geram conflitos e desconfiança nos outros, pelo que, pura e simplesmente se afastam.
 
Aprender a ser coerente:
 
1. Elimine os condicionais
 
Concentre-se no que pretende fazer com objetividade e afaste-se dos “se”. Analise os prós e os contras, ouça o seu “eu” interior e prepare-se para agir em conformidade com o que sente e o que pensa. Não aceite desvios da sua rota, dos seus valores e daquilo em que realmente acredita. Peça opinião a quem realmente defende os mesmos valores e se assume como uma pessoa de confiança.
 
2. Construa o seu plano de ação
 
Pondere de forma realista aquilo que pretende, como é que poderá atingir esse objetivo, que tempo vai necessitar para o conseguir, a quem deve pedir ajuda para chegar lá, que tipo de investimento é necessário e se possui os requisitos de que necessita para concretizar o seu plano.
 
3. Coloque o seu plano em prática
 
Já ponderou tudo o que lhe era possível analisar e prever? Então é tempo de colocar em marcha o seu plano. Faça-o de forma consciente, madura e responsável, sabendo que estará sempre a agir de acordo com os seus valores e linhas de orientação, porque fez um plano e analisou o que lhe era possível.
 
É tempo de agir e de provar a si mesmo que é capaz. Ao mesmo tempo, está pronto para lidar com os resultados e colher o sucesso que pretende, sem se esquecer de que, os erros são para corrigir e que, só sabemos a totalidade dos resultados se arriscarmos, por isso, avance em conformidade com o que sente e o que pensa. Vai dar tudo certo, acredite no seu esforço, empenho, sentimentos e inteligência.
 
Fátima Fernandes
 
 
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