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Educação: o que não se deve (de forma alguma) fazer a uma criança
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Muitos têm sido os estudos que vão permitindo orientar os pais, na delicada tarefa de educar.
 
Com maior ou menor clareza, os investigadores procuram mostrar aos pais que, a educação é fundamental, que a autoridade é um pilar essencial para que uma criança se desenvolva de forma segura, organizada e equilibrada; capaz de se conhecer melhor e de saber quais são os seus limites.
 
Muito mais que, os pais se preocuparem com o bom brinquedo que oferecem à criança ou com a “surpresa” que lhe vão fazer depois de uma semana de ausência ou de uma vida de tal forma agitada que não permite partilhar nem que seja quinze minutos por dia, é fundamental ter em conta que, nem que sejam apenas alguns minutos diários, um filho precisa da presença dos pais; precisa de se sentir amado e acarinhado.
 
Os especialistas recordam que, nos últimos anos, se tem vindo a falar muito nos traumas que permanecem nos mais novos e que acabam por lhes determinar o futuro, sem que, em muitos casos, os pais percebam realmente onde estão a falhar.
 
A forma como se aplicam as regras e se exige aos filhos, nem sempre é a mais adequada, por muito que esteja carregada de boas intenções e que demonstre o esforço por tentar educar os mais novos, por isso, o site Psiconlinews chama a atenção dos pais e educadores para os cinco traumas que podem marcar profundamente uma criança e persegui-la pela vida fora.
 
Se é verdade que, o medo de provocar traumas nos mais novos tem vindo a limitar e muito, a ação dos pais, não menos certeiro é que, nem tudo o que se pensa é traumático e, muito mais que aquilo que se pensa o pode ser.
 
Não provoca qualquer trauma a uma criança que os pais lhe digam “não”, muito menos que a ensinem a respeitar os outros, que a impeçam de pular um muro ou de fazer uma birra num espaço público. Não é traumatizante para uma criança que os pais mostrem “cara feia” perante uma asneira, muito menos que a repreendam quando faz um daqueles disparates que têm de ser corrigidos no momento.
 
Não é destrutivo para uma criança ensiná-la a fazer uma alimentação saudável e uma “guerra aos açúcares” que tanto a entristece por estar habituada a gomas, rebuçados, chocolates e ‘fast food’!
 
Também não provoca quaisquer cicatrizes nos mais novos, os pais zelarem pela sua saúde aos mais variados níveis, seguir as instruções médicas e substituir aquilo que a criança gosta de comer, por aquilo que deve realmente consumir! A sopa por exemplo, não provoca traumas, apenas garante boa saúde!
 
Não é traumático para criança alguma aprender a comportar-se num qualquer local. Não a torna infeliz para a vida o facto de não colocar os pés em cima do sofá, corrigi-la quando diz palavrões ou quando se porta mal na escola.
 
Não traumatiza as crianças aprender a arrumar o quarto e ser responsável pelas suas atitudes desde pequena. Não deixa marcas negativas numa criança o facto de os pais a ensinarem a ser educada; cumprimentar os outros com um simples “olá” e aprender a olhar as pessoas à sua volta.
 
Na posição dos especialistas em comportamento humano, o que deixa marcas profundas numa criança e que a vai acompanhar pela vida, é o que os pais dizem para a repreender, bem como as atitudes diárias que transmitem e que, podem fazer com que a criança se sinta abandonada e só. Uma repreensão não é a base da educação. Para além de se corrigir a criança, os pais têm de ter em conta que o/a filho/a tem atitude positivas e que igualmente têm de ser assinaladas, sob pena de a criança apenas registar os erros que comete.
 
O tempo que os pais dedicam diariamente aos filhos, acaba por expressar a qualidade da relação; o espaço para conversar, brincar e trocar afetos, por isso, vale a pena analisar os cinco traumas listados pelo Psiconlinews.
 
1. Medo do Abandono. A solidão é o pior inimigo de quem foi abandonado ou negligenciado na infância. Quem sofreu com este problema quando era criança precisa de trabalhar o medo da solidão.
 
2. Medo da rejeição. Esta é uma das feridas mais profundas, pois implica no medo de não sermos aceites como somos. Pode aparecer por vários fatores, como a rejeição dos pais, da família, dos colegas na escola e até mesmo da auto-rejeição.
 
3. Medo da Humilhação. Esta mágoa surge por sentirmos que não somos aprovados ou que somos criticados. Os pais podem provocar este trauma na criança quando dizem que ela é má, estúpida ou quando a comparam a outras crianças, algo que destrói a sua auto-estima. Como mecanismo de defesa, a criança pode aprender a ser "tirana" e "egoísta", humilhando as outras pessoas.
 
4. Medo de confiar. Quando a criança se sente traída por um dos pais, por não cumprir promessas, por exemplo, isso gera uma desconfiança que pode ser transformada em sentimentos negativos por não se sentirem merecedoras do que foi prometido. A criança pode tornar-se num adulto controlador.
 
5. Medo da injustiça. Quando os cuidadores são frios e autoritários, o medo da injustiça torna-se uma ferida emocional. Com isso, as crianças podem tornar-se adultos rígidos, obcecados pela ordem e perfecionismo.
 
Com o passar dos anos e com o maior acesso ao conhecimento, estamos perante a melhor geração de pais de sempre, razão pela qual, não faz qualquer sentido que se reproduzam os erros do passado, mas que não se perca de vista, o que de melhor se fez noutros tempos.
 
Perante os traumas, um profissional de psicologia, com treino em psicoterapia, será a melhor ajuda para ultrapassar estes danos que, no fundo, são um impedimento à liberdade e felicidade do indivíduo.
 
Fátima Fernandes
 
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