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Educação parental influencia resultados escolares e relação com colegas
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08-02-2017 - 15:51
A educação parental é um forte alicerce para o desenvolvimento integral das crianças e jovens, razão pela qual se afirma que, os resultados escolares e a relação entre pares, é diretamente influenciada pelas bases da família.
 
Se dúvidas existissem em relação a esta ideia, um novo estudo vem reforçar que “o tipo de educação que os pais dão aos filhos tem um papel importante no momento de moldar o comportamento das crianças e jovens, bem como a sua relação com os colegas.”
 
Os dados colhidos por este estudo mostram que, uma criança sujeita a um tipo de educação severa, terá muito menos probabilidades de prosseguir os estudos, uma maior dificuldade em se relacionar socialmente e, uma maior propensão a comportamentos de risco.
 
O desinteresse pela escola é também anotado pelos investigadores como resultante de uma educação severa, a que se acrescenta a violência e a falta de respeito pelos colegas.
 
O estudo, publicado na revista Child Development, foi realizado por investigadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, procurou determinar a relação entre o tipo de educação por parte dos pais e os efeitos nas crianças e jovens ao nível escolar ou comportamental.
 
Os investigadores são unânimes ao afirmar que, “tanto os efeitos diretos como indiretos do tipo de educação que os pais dão aos filhos têm um papel importante no momento de moldar o comportamento das crianças e jovens, bem como a sua relação com os colegas.”
 
O mesmo trabalho dá conta de que, “uma educação parental severa está relacionada com piores resultados na escola”. Este facto deve-se “a um conjunto de complexos processos em cascata que enfatizam comportamentos atuais à custa de objetivos educacionais futuros”.
 
Os investigadores descobriram que os alunos do sétimo ano, cujos pais eram severos, tinham maior risco de no nono ano dizer que “o seu grupo de amigos era mais importante do que outras responsabilidades”, incluindo “cumprir as regras dos pais.”
 
Por outro lado, isto levou a que se envolvessem em comportamentos “de maior risco no 11.º ano, incluindo relações sexuais precoces nas raparigas e aumento da delinquência (bater, roubar) nos rapazes.”
 
Esses comportamentos, por sua vez, “levaram a um baixo rendimento escolar (avaliado por anos de escolaridade cumpridos) três anos depois do fim do ensino secundário, o que mostra que os jovens cujos pais eram mais severos, eram mais propensos a abandonar a escola ou a faculdade.”
 
O mesmo estudo mostra que, “a educação parental influenciou os resultados educacionais mesmo depois de ter em conta a origem socioeconómica, os resultados dos testes, a média dos resultados escolares e os valores educacionais”.
 
Os jovens que não encontram apoio na família, sobretudo nos pais, vão acabar por se centrar mais nos amigos e na constante procura desse reconhecimento e atenção nas relações que estabelecem com os outros.
 
O coordenador do estudo, Rochelle Hentges, definiu como “parentalidade severa o ato de gritar, bater ou outro tipo de comportamento coercivo, além de ameaças físicas e verbais como forma de punição.”
 
No estudo participaram 1.482 alunos, seguidos ao longo de nove anos, começando no sétimo ano de escolaridade e terminando três anos depois da data prevista para o fim do secundário. No final do estudo, mantinham-se 1.060 alunos.
 
No global, o grupo incluía alunos de várias origens raciais, socioeconómicas e geográficas, tendo sido pedido aos participantes para darem conta do uso de agressões físicas e verbais por parte dos pais, bem como definirem de que forma interagiam com os colegas na escola ou falarem sobre delinquência ou comportamentos sexuais.
 
Os investigadores salientam que as conclusões do estudo têm implicações nos programas de prevenção e intervenção destinados a aumentar o envolvimento dos alunos na escola e aumentar as taxas de sucesso escolar.
 
Os investigadores defendem que, as crianças expostas a uma educação parental mais severa são suscetíveis de terem resultados escolares piores, pelo que, devem ser alvo de uma intervenção.
 
O trabalho tem em conta a importância de alertar os pais e a restante comunidade com vista a melhorar o tipo de educação, sabendo desde logo, o quanto a mesma afeta o percurso escolar e todo o desenvolvimento das crianças e jovens.
 
Fátima Fernandes
 
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