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Em vez de viver com pena de si próprio, pense no melhor que tem
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Todos passamos por fases menos positivas na nossa vida, por alturas em que questionamos tudo, por situações em que nos sentimos mais vulneráveis e menos preparados para dar resposta a uma determinada situação.
 
Assumindo que esta é a realidade frágil do ser humano, a fase em que precisamos de apoio, compreensão e carinho, encaramos a vitimização por algo temporário; algo que só dura o tempo necessário até que encontremos uma solução para um problema.
 
A diferença entre os maus momentos e as pessoas que têm pena de si mesmas é simples: enquanto as primeiras passam por uma fase menos positiva, colhem um pouco de afeto e compreensão e voltam a erguer-se uns dias depois, as outras rendem-se aos pensamentos negativos sobre si mesmas e sobre os outros. As pessoas que têm pena de si mesmas culpabilizam os outros por tudo o que lhes acontece, pelo que não têm, pelo que queriam e não conseguem. É como se os outros nem devessem ter nascido para não lhes atrapalhar os planos, mas depois também não querem estar sozinhos com os problemas!
 
Naturalmente que esta postura não só é errada e prejudicial para a própria pessoa, como acarreta muitos conflitos nas relações com os outros, uma vez que gera muitos mal entendidos, faz desencadear discussões e mentiras perigosas. Uma pessoa que não consegue lidar com a frustração, é vítima e tem pena de si mesmas, pois como não sabe lidar com uma parda, inventa um sem número de justificações para conseguir lidar com a dor. Nessa sua imaginação, diz o que não é, julga o que não é verdade e gera muitos desentendimentos. Ao mesmo tempo, é uma pessoa que se acomoda à dor e que não procura uma solução para ela. Queixa-se para chamar a atenção dos demais, critica aqueles que não lhe ligam e faz da sua vida um tormento, acabando por arrastar aqueles que estão à sua volta.
 
Este tipo de pessoas precisa de aprender a ver a realidade de forma mais alargada e isenta. Em vez de facilmente culpar os outros pelo que lhe acontece, tem de olhar para dentro de si e perceber se está a usar bem os seus recursos, as suas capacidades, os seus talentos, pois estas pessoas por norma centram-se tanto no mal que perdem a capacidade de ver aquilo que têm de melhor e tirar partido disso.
 
É fundamental assumir as nossas fraquezas e linhas fortes para que tenhamos o equilíbrio de ambas as partes, tal como é necessário reconhecer que, uma pessoa que se entrega ao álcool, a uma dependência, a uma cama por não ter conseguido realizar uma tarefa, precisa de ajuda especializada, já que isso não é normal. Uma pessoa saudável procura soluções para os seus problemas, diz a alguém da sua confiança que está com uma determinada dificuldade e pede ajuda. Quando se passa este limite do razoável, é imperioso procurar apoio, já que a pessoa pode não estar a conseguir libertar-se sozinha dos seus maus pensamentos e da sua incapacidade para ver a realidade.
 
Um especialista em psicologia ou um médico psiquiatra são a melhor orientação para um caso destes, na medida em que ajudam a detetar as causas do problema e a permitir que a pessoa encontre a sua solução.
 
Com este apontamento pretendo sublinhar que não é normal estar sempre num registo negativo, nem num positivo. O cérebro humano tem ambas as vertentes e precisa de as orientar para o equilíbrio. Se não o consegue é porque está a precisar de apoio que, muitas vezes não chega de um familiar, cônjuge ou amigo, ainda que estas pessoas possam ajudar no encaminhamento para um profissional.
 
Com os conhecimentos de que dispomos hoje, não faz qualquer sentido alimentar esta autocompaixão destrutiva que arrasa casamentos, relações com os outros, para além de ser incapacitante em termos profissionais. Temos de ver a realidade, perceber que existem fases em que temos menos força, mas que temos de a encontrar dentro de nós para podermos subir, para podermos continuar este maravilhoso desafio diário que é viver. Viver como se consegue, viver com o que se tem, viver com melhores pensamentos e pedir ajuda quando o sofrimento é maior que a alegria e a motivação para viver.
 
Fátima Fernandes
 
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