Ambiente

EMARP preocupada com quantidade de resíduos que (ainda) vai para o aterro

Foto - EMARP
Foto - EMARP  
A EMARP - Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão, EM, SA, recolheu, em 2025, 34.377 toneladas de resíduos indiferenciados em Portimão, mais 3,15% do que no ano anterior. Estes resíduos representam cerca de 72,5% do total produzido, confirmando a tendência de crescimento do lixo encaminhado para aterro.

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Em comunicado, a empresa salienta que no mesmo período, foram recolhidas 795 toneladas de biorresíduos alimentares e 1.082 toneladas de resíduos verdes de jardins, encaminhados para valorização pela ALGAR, num aumento global de 13,6% face a 2024. Ainda assim, estima-se que cerca de 40% do lixo colocado no contentor indiferenciado seja matéria orgânica com potencial de valorização.

Na recolha seletiva, os resultados mostram aumentos no plástico e metal (2.204 t) e no papel/cartão (2.785 t), enquanto o vidro registou uma quebra para 2.707 toneladas.

O comunicado refere que a situação é particularmente preocupante no Algarve, onde mais de 80% dos resíduos urbanos continuam a ter como destino o aterro, cuja capacidade poderá esgotar-se entre 2026 e 2028, segundo alertas do Governo e da ALGAR.

A nível nacional, Portugal continua abaixo das metas europeias. Dados da Agência Portuguesa do Ambiente indicam que a taxa de recolha seletiva ficou longe dos 55% exigidos para 2025, enquanto a Sociedade Ponto Verde aponta para uma taxa de reciclagem de embalagens de cerca de 60,2%, abaixo dos 65% definidos pela União Europeia.

Para 2026, a EMARP prevê reforçar a recolha seletiva, sobretudo de resíduos orgânicos, com novos contentores e campanhas de sensibilização, apostando na separação na origem como medida essencial para reduzir a deposição em aterro e melhorar os indicadores ambientais do concelho.