Economia

Empresários falam em cenário imprevisível para a economia algarvia

Segundo a Associação Empresarial do Algarve - NERA, a crise provocada pela pandemia do COVID-19, tem promovido um quadro de incerteza política e económica, europeia e mundial.

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Os empresários do Algarve, consideram que a questão prioritária é a saúde e a vida dos portugueses, mas também têm de se preparar, desde já, uma estratégia de intervenção capaz de responder ao impacto da crise imediata e de médio prazo, na economia do Algarve. 
 
Em comunicado o NERA - Associação empresarial do Algarve, aponta que o turismo internacional vai ser um dos setores mais atingidos pelas consequências da epidemia de coronavírus. No contexto nacional, o turismo é não só um dos principais setores da economia nacional (14,6% do PIB), como o maior setor exportador do país (19 mil milhões euros/2019). 
 
Quanto ao Algarve além de ser o principal setor económico, o turismo constitui o motor da economia da região, investimento, empresas e emprego. "Se imaginarmos uma acentuada quebra da chegada de turistas, podemos ter uma ideia das graves consequências no plano financeiro, para as empresas e a economia da região, uma, tem a ver com o impacto na economia não só do Algarve, mas do país e outra, com a sobrevivência das empresas e o emprego na região", carateriza a associação.
 
Como solução os empresários defendem a garantia de meios financeiros para fazer face às responsabilidades por uma quebra de vendas, de negócios e receitas, perante fornecedores, banca, estado e trabalhadores.
 
As medidas já anunciadas pelo governo no que diz respeito à economia e às empresas merecem parecer positivo por parte dos empresários, entende a associação, realçando o anuncio de uma linha de crédito (200 milhões para todo o país) para apoiar a tesouraria das empresas que tenham uma quebra abrupta de vendas e de receitas e o apoio ao emprego partilhado, entre a segurança social e as empresas, para manter contratos de trabalho (Lay Off) em situações com excesso momentâneo de mão de obra, por quebra de atividade. Uma linha de crédito de 60 milhões de euros para «microempresas do turismo» é no entender dos empresários algarvios outra medida positiva.
 
Para que estas medidas sejam eficazes, o NERA diz que é preciso clarificar melhor os pormenores das propostas e garantir mecanismos de aplicação rápida e simplificada.
 
A associação empresarial, compromete-se apoiar as empresas da região para aceder a estes programas, atuar junto do governo para a concretização de outras propostas para as empresas da região e colaborar com outras associações e entidades para estes objetivos.