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Estimular a inteligência emocional das crianças

Estimular a inteligência emocional das crianças
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16-02-2015 - 22:38
Num mundo em que a inteligência parece dominar todas as preocupações dos pais, importa ter em conta que, provavelmente esse não será o melhor, nem o único caminho a seguir.
 
Na posição dos muitos especialistas, a inteligência vai muito mais longe do que a capacidade de contar, descrever, apontar ou saber na ponta da língua as matérias escolares. 
 
A inteligência na posição de Carla Poppa, psicóloga, «tem de ser uma forma de bem-estar generalizado, que proporcione momentos de felicidade ao ser humano».
 
Na sua posição, «devemos apostar na inteligência emocional e na capacidade que algumas pessoas têm de reconhecer o que sentem e de se distanciar dos seus sentimentos para escolher a atitude que devem ter diante dos acontecimentos da vida».
 
Para Carla Poppa, a inteligência emocional consiste na possibilidade de agir de forma integrada entre a sensibilidade e a racionalidade.
 
A base dessa integração deve ser promovida desde os primeiros anos de vida por meio de alguns cuidados que ajudam a criança a reconhecer os seus sentimentos e a desenvolver o autocontrole.
 
Torna-se fundamental incentivar e ajudar a criança desde cedo, a nomear os sentimentos, a falar das suas emoções, inquietações e, sobretudo a reconhecer que tem quem a compreenda e ajude a clarificar essas sensações.
 
O processo tem de ocorrer no dia-a-dia e tendo em conta a importância de permitir que os sentimentos da criança se evidenciem nas mais variadas situações para que possam ser “controlados”.
 
Quando a criança chora ou está triste, é essencial tentar compreender o que se passa, deixando-a falar, mostrar o que sente e como quer ser ajudada. 
 
Para saber o que se passa, não devemos partir das nossas interpretações, mas sim dar espaço a que os mais novos se expressem.
 
Os pais devem aprender a colocar-se no lugar da criança, pois só assim poderão evitar a “tentação” de responder por ela.
 
Quando a criança tem mais dificuldade em exprimir o que sente, tente ajudá-la nesse exercício. Com calma e muita compreensão, ajude-a a identificar acontecimentos anteriores e sensações ocorridas.
 
O diálogo permite que a criança compartilhe os seus sentimentos, o que, por si só, é sinónimo de algum alívio. 
 
Além disso, quando se compreende o sentido da agitação, choro ou tristeza, é possível repensar a maneira de lidar com a criança quando ela age dessa forma. 
 
E o mais importante, a criança com o tempo vai-se familiarizando com as suas próprias emoções e aprendendo a nomear e identificar os seus sentimentos por conta própria.
 
É fundamental incentivar a criança a reconhecer também o cansaço e como deve lidar com esse desconforto.
 
Geralmente, quando a criança se sente cansada, um acontecimento aparentemente sem importância pode deixá-la muito nervosa, a tal ponto que poderá não conseguir se acalmar sozinha. 
 
Nessas situações, um abraço, ou um toque seguido do pedido para que a criança olhe nos seus olhos e respire fundo, podem ajudá-la. Essas experiências vão ajudá-la a ter contato com outras sensações que não a agitação e “o estado de nervos” que tomou conta dela, estabelecendo um limite. 
 
Com o tempo, a criança assimila esse cuidado e passa a ser capaz de reconhecer o próprio cansaço e a pedir ajuda para se acalmar.
 
Como ajudar a criança a assumir o controle das suas ações ao invés de agir “tomada” por um sentimento?
 
Quando a criança estiver “tomada” por um sentimento seja a raiva, tristeza ou até mesmo alegria, tente ajudá-la a descrever e contar o que aconteceu para que ela possa perceber o que está sentindo e o que provocou esse sentimento.
 
Com o tempo, a criança também vai conseguir fazer esse movimento por conta própria, o que a torna capaz de assumir o controle das suas ações ao invés de agir dominada pelo que sente.
 
Como ajudar a criança a manter o contato com seus sentimentos e opiniões durante os acontecimentos do dia a dia?
 
O diálogo entre pais e filhos pode incentivar a capacidade de reflexão da criança. Por isso, é importante não só realizar atividades em conjunto com os filhos, mas aproveitar os momentos em que estão sem fazer nada para perguntar o que seu filho(a) fez, como ele(a) se sentiu e o que pensou durante os acontecimentos que ele(a) escolheu compartilhar. 
 
Nesses momentos, os pais estão a ajudar a criança a desenvolver a sua capacidade de manter o contato com seus sentimentos e opiniões, mesmo quando é preciso enfrentar um ritmo mais acelerado de atividades.
 
Estas dicas podem ajudar a melhorar a relação pais e filhos e, sobretudo, incentivar os mais novos a se conhecerem e controlarem melhor nas mais variadas situações e diante as várias etapas de desenvolvimento.
 
AP
 
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