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Estratégias para desenvolver a maturidade emocional

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Desenvolver a maturidade emocional exige autoconhecimento, autorresponsabilidade e treino diário, mas é a única forma de encontrar o bem-estar físico e mental.

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Segundo a psicologia, a chave para evoluir envolve a observação das nossas reações, assumir o controlo dos nossos atos em vez de culpar os outros, comunicar de forma clara e aceitar as frustrações da vida com serenidade.

Os principais passos para construir a maturidade emocional são:

Autoconhecimento e observação: aprenda a olhar para dentro de si sem julgamentos;

Analise as suas reações identificando o que sente em cada momento;

Dê atenção aos sinais físicos do corpo. Aceite os seus limites e vulnerabilidades;

Autorresponsabilidade: analise o que lhe aconteceu sem procurar logo um culpado. Assuma a sua quota de responsabilidade e aquilo que não depende de si;

Evite culpabilizar os outros, o seu passado e o que não conseguiu fazer. Foque-se no que pode melhorar neste tempo presente e que o fará seguir outro rumo;

Encare os erros como oportunidades de aprendizagem e desafios;

Admita que não é perfeito e que ninguém o é. O erro faz parte da vida e corrigi-lo é uma oportunidade para saber mais;

Responda aos problemas em vez de reagir por impulso;

Exprima o que sente com clareza e respeito;

Pratique a escuta ativa e a empatia;

Estabeleça limites firmes e saudáveis nas relações.

De acordo com os entendidos na área do comportamento humano e autores de diversos estudos, a maturidade emocional é uma capacidade que permite que as pessoas vivam em paz com os seus sentimentos. A ausência deste estado evolutivo dá lugar a reações impulsivas, palavras fora de contexto, arrependimentos posteriores e decisões pouco acertadas porque não foram analisadas e ponderadas.

Em resumo, adquirir maturidade emocional é um dos caminhos para uma vida mais prazerosa e plena. Sem essa habilidade desenvolvida, dificilmente estaremos alinhados connosco próprios, com o nosso propósito, capacidade de decisão e escolhas. Gerir as emoções é um dos suportes para lidar melhor com os desafios do quotidiano, a forma mais equilibrada e ponderada de tomar decisões, de analisar acontecimentos e, acima de tudo, de nos sentirmos bem connosco e com as pessoas que decidimos manter ao nosso redor.

Uma pessoa imatura sente muitas dificuldades em fazer escolhas, em tomar decisões, em sentir-se estável e equilibrada, mas também sente pouca gratificação para com a vida e as relações que estabelece, já que se sente “desalinhada” e desconfortável em muitas situações, o que a pode levar a tomar decisões precipitadas ou a perder oportunidades de evolução, crescimento pessoal e bem-estar.

A maturidade emocional é um processo que decorre no tempo e com um treino diário, pelo que vamos notando avanços progressivamente. Para começar, siga estas orientações dos especialistas, sabendo que o segredo é ser fiel aos seus objetivos, manter-se comprometido com o processo e admitir que é uma tarefa exigente, mas que vale a pena.

1. Trabalhe a assertividade

A assertividade é uma habilidade fundamental para uma correta gestão emocional. É entendida como a capacidade de expressar as nossas emoções sem agredir os outros e a melhor forma de nos enquadrarmos socialmente, sentindo-nos bem connosco próprios. É também a melhor aliada da autoestima.

2. Autoconhecimento

Uma boa inteligência emocional baseia-se numa boa cognição emocional.

Quanto mais soubermos identificar o que sentimos, melhor nos ajustaremos às situações, sabendo que reagimos da forma mais correta em cada contexto.

3. Escreva um diário

Para melhor gerir as suas emoções, é fundamental que escreva o que sente, sem julgamentos, sem medo ou rodeios. Desabafe no caderno o que lhe passa pela mente e, mais tarde, tente descodificar e atribuir um significado aos seus registos.

4. Pense antes de agir

Aprender a parar, escutar e olhar antes de reagir ajuda-nos a evitar o impulso e aquilo de que poderemos arrepender-nos mais tarde. Aguarde uns momentos antes de tomar uma decisão e verá que, aos poucos, consegue controlar-se melhor nas mais variadas situações.

5. Valide as suas emoções: o que sentimos deve ser aceite sem julgamentos, uma vez que só identificando e admitindo o que sentimos é que podemos ultrapassar ou entender o que se passa connosco e que motiva determinadas reações.

6. Não queira ser perfeito: os erros fazem parte da vida e da própria aprendizagem, pelo que querer ser perfeito é uma visão irrealista da vida e do mundo, sem esquecer que ninguém assume esse estatuto. Seja realista, analise as suas capacidades e, só a partir daí, defina os seus objetivos com mais segurança e tranquilidade, aceitando sempre a imperfeição e a habilidade de corrigir e de aprender com o erro.

7. Retire do passado apenas as lições que o podem ajudar a evoluir. O nosso cérebro não apaga o passado, mas podemos sempre atribuir-lhe um significado mais atualizado e desculpabilizarmo-nos pelo que correu menos bem, fazendo melhor neste tempo presente.

8. Encare os erros como oportunidades

Uma das razões pelas quais os erros são tão indesejáveis e geradores de conflitos internos é a perceção que existe sobre eles. Todos achamos que cometer um erro traduz fracasso. Contudo, se pensarmos que os erros acontecem a todos e que fazem parte da aprendizagem, estamos a torná-los numa oportunidade de crescimento pessoal e a aproveitá-los como experiência de vida para as mais variadas situações.

9. Evite reclamações

As adversidades fazem parte da vida, pelo que o tempo que gastamos a reclamar devemos usar para analisar e procurar encontrar respostas para o que nos acontece. A reclamação não nos leva a lugar algum. A resolução alivia-nos e permite que sigamos em frente.

10. Pratique a empatia

Empatia é ter a capacidade de compreender os sentimentos e pensamentos dos outros. Essa habilidade é essencial para poder manter relacionamentos interpessoais agradáveis e uma marca de que existe esforço e vontade de preservar uma convivência, o que dará lugar à presença de mais pessoas em seu redor e com valores semelhantes; afinal, colhemos o que plantamos.

11. Atenção plena

Mindfulness ou atenção plena consiste em focar os sentidos na experiência presente, sem julgá-la. É uma boa aliada neste processo, na medida em que permite que nos conheçamos melhor e que consigamos reservar um tempo para nós mesmos, para os nossos sentimentos e para quem somos realmente.

12. Desenvolva a escuta ativa

Os especialistas afirmam que as relações só fazem sentido quando praticamos a escuta ativa que não é mais do que estarmos presentes e sentirmos que o outro também está ali para ouvir-nos.

13. Estabeleça hábitos saudáveis

Mantenha hábitos que promovam o seu bem-estar emocional, como dormir o suficiente, praticar exercícios regularmente e seguir uma dieta equilibrada. Lembre-se de que um corpo saudável contribui para uma mente saudável e que sentir-se bem traduz dar o seu melhor, ser mais consciente, ponderado, maduro e responsável.