Para os especialistas na área da poupança, viver melhor com menos dinheiro exige criar um orçamento rigoroso, cortar custos desnecessários e focarmo-nos no consumo consciente para garantir o bem-estar.
Em linhas gerais, o Idealista aponta estes tópicos essenciais para assegurar uma boa gestão financeira:
• Faça um orçamento: Anote todos os seus rendimentos e despesas mensais para detetar para onde vai o seu dinheiro.
• Reduza despesas fixas: Pode seguir as sugestões do Idealista para renegociar contratos de energia, água e telecomunicações.
• Evite os créditos: Prefira pagar a pronto e fuja dos cartões de crédito para não acumular juros altos.
No que se refere à alimentação, o Idealista recomenda:
• Cozinhe em casa: Leve marmita para o trabalho e planeie as refeições da semana para evitar desperdícios.
• Reduza pequenos luxos: Elimine o café diário fora de casa ou lanches impulsivos que pesam no final do mês.
• Poupe energia: Desligue luzes desnecessárias e aproveite a luz natural.
Ande o mais possível a pé para poupar combustível, desgaste do carro e ganhar mais saúde.
Ao mesmo tempo, quando temos mais dificuldades financeiras, temos de mudar algo para que consigamos gerir o pouco dinheiro que recebemos. Nesse sentido, é uma boa altura para apostar num estilo minimalista e só comprar aquilo que realmente faz falta e que é importante para nós e para a vida familiar. Este estilo, que tem ganho cada vez mais seguidores em todo o mundo, defende que «o menos pode ser mais» quando se trata de não acumular objetos desnecessários e luxos que, afinal, não nos proporcionam tanto prazer como poderíamos imaginar. Garantir que o que adquirimos tem um significado assegura que gastamos bem o nosso dinheiro e que o mesmo não nos fica a fazer falta para outra coisa importante.
Assim, devemos focar-nos no essencial, em viver experiências gratificantes e não em acumular bens supérfluos.
Ao mesmo tempo, devemos aproveitar o que nos pode divertir a baixo custo ou até gratuitamente, como é o caso de poder ler livros, jornais e revistas nas bibliotecas municipais ou usar a Internet também nesses locais, que passam a ter mais utilizadores, e nós beneficiamos de menos essa despesa.
Aproveite eventos culturais e desportivos gratuitos onde possa aprender, divertir-se e distrair-se, estando em contacto com outras pessoas e sem custos.
Dê tempo às compras: espere 24 horas antes de comprar um artigo ou objeto não essencial para vencer o impulso inicial. Comprove que, ultrapassado esse intervalo de tempo, fica muito bem sem gastar esse dinheiro de que corria o risco de se arrepender e que poderia fazer-lhe falta mais tarde, recomendam os especialistas em poupança.
Como a alimentação é básica e não deve ficar comprometida com as alterações financeiras a que assistimos, é importante que se reorganize e que escolha os melhores alimentos e com menos custo. Neste ponto, os entendidos recomendam:
Carne e peixe
Compre peças inteiras: Bifes cortados ou frango já embalado em pedaços custam muito mais.
Compre o frango inteiro ou peças maiores de carne e solicite no talho para cortar.
Aproveite as etiquetas cor-de-rosa disponíveis em alguns supermercados e que indicam que o produto está perto do prazo de validade. Compre e congele imediatamente para garantir a qualidade.
Prefira peixe nacional e da época: O peixe fresco capturado na costa portuguesa de forma sazonal (como a cavala ou a sardinha) é muito mais barato do que espécies importadas ou de aquicultura.
Fruta e legumes:
• Sempre que puder, compre no mercado local da sua zona. Os produtos de "calibre inferior" (frutas mais pequenas ou imperfeitas) são vendidos a preços muito baixos pelos produtores locais, mantendo o mesmo sabor e nutrientes.
• Siga o calendário da época: Frutas e hortícolas fora da estação exigem importação ou estufas, o que duplica o preço.
• Use os talos e as cascas: Legumes de folha (como brócolos e couve-flor) têm talos ricos em nutrientes que servem para excelentes sopas ou esparregados, aumentando o rendimento da sua compra.
O sítio Marinar deixa algumas ideias de como confecionar melhor sem gastar muito dinheiro:
Leia a receita quando fizer o seu planeamento semanal para que tenha todos os ingredientes em casa e para que não precise de gastar mais dinheiro em deslocações extra e compras de algo que também não é essencial.
- Garanta que leva sempre a lista quando vai ao supermercado e que só compra o que realmente lhe faz falta. Não ir ao supermercado com fome também ajuda muito a poupar dinheiro em extras.
Faça também um plano alimentar semanal onde coloca somente aquilo que pode comprar e tenta rentabilizar o que já tem em casa. Esta é uma excelente estratégia para evitar o desperdício e garantir que gere o dinheiro de modo a conseguir realizar todas as refeições do mês.
Planeie refeições onde possa aproveitar restos de frutas, legumes, carne ou peixe. Por exemplo, pode colocar todos os restos de legumes numa sopa que acaba por ficar mais nutritiva.
Para finalizar, deixamos-lhe algumas sugestões de refeições baratas, nutritivas e equilibradas que combinam proteína, legumes e fruta de forma eficiente.
1. Frango estufado com ervilhas, cenoura e arroz de legumes
• A base económica: O frango inteiro (comprado e partido no talho) é a carne mais barata do mercado.
Estufe os pedaços de frango (como as coxas e asas) com cebola, alho, tomate picado, rodelas de cenoura e ervilhas (que podem ser congeladas, mantendo o preço baixo o ano inteiro).
• O truque do desperdício zero: Use os talos de brócolos ou de couve picados finamente para enriquecer o arroz que acompanha o frango.
2. Peixe assado no forno com batatas e legumes sazonais
• A base económica: Use peixes da época económicos (como a cavala, carapau grande ou pescada fresca de tamanho médio) ou tranches de peixe congelado em promoção.
Coloque o peixe inteiro (já limpo) num tabuleiro com rodelas de cebola, batatas com casca (bem lavadas, para não desperdiçar e manter a fibra), pimento e tomate. Regue com um fio de azeite, alho e ervas aromáticas.
Esta receita é recomendada porque o forno cozinha tudo ao mesmo tempo, poupando energia, ganhando um molho rico e é uma refeição que se faz com muita facilidade e rapidez.
3. Salteado de carne de porco com legumes coloridos
• A base económica: A carne de porco (como a febra ou a pá) é uma excelente fonte de proteína magra a preços muito mais em conta que a vaca.
Corte a carne em tiras finas (rende muito mais). Salteie numa frigideira larga com um pouco de gordura, alho e gengibre. Junte legumes cortados em tiras: couve-coração, cenoura ralada e brócolos.
Deixe os legumes cozinharem ligeiramente para que fiquem crocantes, mantendo o máximo de vitaminas e cor.
Para as sobremesas, também vale a criatividade aliada à poupança, por isso, aposte na fruta assada
com canela ou salada de fruta da época aproveitando aquelas que estão mais maduras na fruteira.
Registe ainda que pode levar na marmita para o trabalho o resto do jantar ou algo que possa fazer logo em maior quantidade. Desse modo, poupa energia e faz render os alimentos.
Ao incluir arroz e massas nas suas refeições, terá formas nutritivas de combinar outros ingredientes mais económicos como, por exemplo: uma massa com queijo, orégãos, uma fatia de fiambre, acompanhada com uma sopa ou salada. Pode fazer uma omelete de ervas utilizando salsa ou coentros no meio e acompanhar com uma sopa ou salada e não se esqueça de fazer uma panela de sopa em casa porque sai muito mais barato e pode aproveitar tudo o que está a mais no frigorífico. Seja criativo/a e verá que é sempre possível aproveitar mais e gastar menos mantendo a qualidade.