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Exposição de Almada Negreiros inaugurada em Tavira (C/FOTOS)

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08-07-2018 - 12:46
"Mulheres Modernas na Obra de José Almada Negreiros" exposição itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian, foi este sábado inaugurada no Museu de Tavira - Palácio da Galeria, podendo ser apreciada até 14 de outubro.
 
Depois de Lisboa e Porto, Tavira tem o privilégio de receber esta mostra, que trará muitos visitantes ao Museu, de acordo com os números de Lisboa e Porto. 
 
A mostra surge no seguimento da exposição "José Almada Negreiros, uma maneira de ser moderno" apresentada na sede da Fundação Calouste Gulbenkian e da exposição "José Almada Negreiros:desenho em movimento, no Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto.
 
De acordo com a curadora Maria Pinto dos Santos, na mostra de Tavira, é desenvolvido o tema da mulher, dos anos 20, «a imagem da mulher moderna, muito longe do ideal de beleza contemplativa do passado, emergindo uma mulher emancipada, sobretudo através de representações de artistas, em vários domínios culturais».
 
 
Estiveram presentes na inauguração, o Presidente da Autarquia de Tavira - Jorge Botelho, o Diretor do Museu Municipal de Tavira - Jorge Queiroz, também Alexandra Gonçalves - Diretora Regional de Cultura do Algarve, Isabel Mota - Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Teresa Gouveia - Presidente do Conselho de Administração da mesma fundação, ainda a curadora Maria Pinto dos Santos, para além de outros convidados.
 
Ao Algarve Primeiro Jorge Botelho, adiantou que a exposição é «uma prenda antecipada para a cidade, quando estamos próximos de assinalar os 500 anos de Tavira, que se comemoram a 2 de março de 2020». O autarca explicou que Tavira «está associada à cultura, não só pelas paisagens e arquitetura mas pelo o que aqui acontece, temos neste momento um programa cultural a decorrer para todo o Verão, com destaque para esta vertente expositiva, fizemos uma parceria com a Fundação Gulbenkian, para trazer um dos maiores autores de sempre da nossa cultura,"Almada Negreiros", é uma exposição diferente daquela que foi apresentada em Lisboa e no Porto, porque o movimento cultural de Tavira, faz-se com parcerias como esta, Tavira não é só praia é também cultura e todas as pessoas que por aqui passam têm a perceção de que alguma coisa está a acontecer».
 
Jorge Botelho, frisou que a aposta na cultura «está para durar», realçando a requalificação total do Cine-Teatro António Pinheiro, obra que deverá ser inaugurada em 2020, «para que o movimento cultural em Tavira seja para todo o ano, afirmando a cidade como terra de cultura, acessível e de grande nível. Na programação de Verão em Tavira só três concertos são pagos o resto é tudo gratuito, estamos a falar em mais de 150 iniciativas, para todos os tipos de pessoas e sensibilidades, desde a música, artes plásticas, dança, culturas, teatro, tudo aquilo que mexa com os nossos sentimentos e é isso que queremos».
 
Isabel Mota, Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, disse ao nosso jornal que esta opção por Tavira «reflete uma opção da Fundação no sentido do estabelecimento de parcerias com instituições nacionais, com o objetivo de divulgar o nosso importante acervo pelas populações mais distantes dos principais centros de produção cultural, num combate às assimetrias e na criação de uma maior capacidade crítica e interventiva da sociedade Portuguesa, independentemente do fator geográfico muitas vezes penalizador».
 
A Presidente do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian, Teresa Gouveia salientou que escolheram Tavira, «porque encontrámos um interlocutor à altura para se fazer esta parceria, muitas vezes a vontade ultrapassa a falta de condições o contrário é que não, a nossa ideia foi encontrar parceiros, sobretudo em zonas menos perto da capital, que tivessem condições ótimas, mas também vontade de estabelecerem parcerias e uma das curiosidades deste tipo de parcerias é que são os parceiros que escolhem as obras que querem mostrar».
 
Jorge Queiroz diz tratar-se «de um momento alto da programação do Museu do últimos 15 anos, porque não é fácil fazer uma exposição desta qualidade, tirando Lisboa e Porto, Tavira pelas condições que reúne, foi escolhida para esta mostra».
 
 
O diretor do Museu, garantiu ao nosso jornal que foi a Fundação que escolheu Tavira para trabalhar, «vamos ter outra exposição dentro de um ano e meio, mas com a nossa curadoria, e portanto, tudo isto deve-se à credibilidade que foi conquistada, com o programa e os projetos que estamos a trabalhar desde 2002».
 
Em declarações ao Algarve Primeiro, Alexandra Gonçalves - diretora regional de Cultura do Algarve, focou a relevância da parceria entre as duas entidades, «é um privilégio o Algarve receber uma exposição que retrata uma obra tão importante como esta, acho que é fundamental dar a conhecer fora dos grandes centros urbanos, a arte nacional».
 
Alexandra Gonçalves apontou para a necessidade da Rede de Museus do Algarve, continuar a trabalhar para propiciar que estas exposições também circulem pela região, «posso avançar que houve contactos, para que a Fundação Calouste Gulbenkian, possa estar noutros museus do Algarve».
 
A Diretora Regional, falou de Tavira como «referência que tem um histórico e um espaço, depois tem uma comunidade muito ativa em termos culturais e uma comunidade estrangeira residente, duas combinações fundamentais para ter públicos para estas artes, por outro lado o espaço é de facto maravilhoso e multifacetado, permitindo ter um conjunto de várias salas de exposição amplas sem grande limitações e isso ajuda a construir o que temos aqui, uma exposição de grande renome num espaço histórico e ao mesmo tempo uma grande quantidade de pessoas, num sábado à tarde em pleno Verão, o que não é muito comum».       
      
 
      
 
 
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