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Falta de empatia: a maior doença da humanidade
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Todos sabem que o mundo tem assistido a tempos de alterações profundas, a situações em que não se percebe muito bem como é possível que as relações entre humanos sejam “contaminadas” pela falta de valores, pela incapacidade de olhar o outro e de perceber que se está a ser egoísta e a retirar-lhe o próprio direito à vida.
 
Na posição de muitos entendidos em psicologia, assistimos a um tempo em que a imaturidade emocional ganha terreno e, como consequência, temos pessoas sem capacidade de empatia.
 
Se a explicação parece linear, a ação é altamente complexa, isto porque, na prática traduz tudo aquilo a que vamos assistindo nos quatro cantos do mundo.
 
Essa incapacidade de uma pessoa se colocar no lugar de outra, dá espaço à corrupção, à falta de palavra, à agressão, à luta pelo poder, a uma sobrevalorização do dinheiro e dos bens materiais e daí por diante.
 
Na posição dos entendidos, precisamos de maturidade emocional para estabelecer empatia com os outros, pois é daí que resulta a capacidade de entender o quanto um emprego pode sustentar uma família e permitir que a mesma seja feliz, compreender a importância da igualdade de direitos e deveres e evitar as situações em que se roubem as oportunidades.
 
É dessa capacidade de empatia que resulta o respeito, os afetos, a compreensão e a solidariedade capazes de evitar os homicídios, a violência de qualquer espécie, o uso e abuso de poder para “safar” apenas interesses pessoais e egóicos e daí por diante.
 
Uma pessoa com capacidade de empatia, sabe que tem o seu espaço e que os outros igualmente têm os seus direitos e deveres, pelo que o egoísmo é entendido como uma falta de respeito.
 
É a empatia que proporciona uma mente aberta em contraste com as obsoletas “verdades inquestionáveis” e que permite ao indivíduo ouvir o outro, discutir temas sem fundamentalismos e ideias feitas acerca dos assuntos que, na maior parte das situações, não se dominam, mas que, por teimosia e necessidade de se mostrar num plano superior, acaba por não permitir que o outro intervenha.
 
Essa falta de capacidade de compreender o outro dá lugar ao crime, à falta de sensibilidade e de compaixão, bem como a um tipo de personalidade fechada em si mesma, e sem capacidade para incluir os outros. Estas pessoas isolam-se e, numa primeira oportunidade, agem friamente e sem sentimentos, já que a empatia “exige” essa emotividade cada vez mais em desuso, mas que deve ser cultivada nas crianças, pois caso contrário, esta doença será cada vez mais contagiosa, sublinha a especialista Lucília Rocha.
 
Fátima Fernandes
 
 
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