Periodicidade: Diária | siga-nos | seja fã
PUB
 
Falta de empatia: a maior doença da humanidade
Imprimir Partilhar por email
Todos sabem que o mundo tem assistido a tempos de alterações profundas, a situações em que não se percebe muito bem como é possível que as relações entre humanos sejam “contaminadas” pela falta de valores, pela incapacidade de olhar o outro e de perceber que se está a ser egoísta e a retirar-lhe o próprio direito à vida.
 
Na posição de muitos entendidos em psicologia, assistimos a um tempo em que a imaturidade emocional ganha terreno e, como consequência, temos pessoas sem capacidade de empatia.
 
Se a explicação parece linear, a ação é altamente complexa, isto porque, na prática traduz tudo aquilo a que vamos assistindo nos quatro cantos do mundo.
 
Essa incapacidade de uma pessoa se colocar no lugar de outra, dá espaço à corrupção, à falta de palavra, à agressão, à luta pelo poder, a uma sobrevalorização do dinheiro e dos bens materiais e daí por diante.
 
Na posição dos entendidos, precisamos de maturidade emocional para estabelecer empatia com os outros, pois é daí que resulta a capacidade de entender o quanto um emprego pode sustentar uma família e permitir que a mesma seja feliz, compreender a importância da igualdade de direitos e deveres e evitar as situações em que se roubem as oportunidades.
 
É dessa capacidade de empatia que resulta o respeito, os afetos, a compreensão e a solidariedade capazes de evitar os homicídios, a violência de qualquer espécie, o uso e abuso de poder para “safar” apenas interesses pessoais e egóicos e daí por diante.
 
Uma pessoa com capacidade de empatia, sabe que tem o seu espaço e que os outros igualmente têm os seus direitos e deveres, pelo que o egoísmo é entendido como uma falta de respeito.
 
É a empatia que proporciona uma mente aberta em contraste com as obsoletas “verdades inquestionáveis” e que permite ao indivíduo ouvir o outro, discutir temas sem fundamentalismos e ideias feitas acerca dos assuntos que, na maior parte das situações, não se dominam, mas que, por teimosia e necessidade de se mostrar num plano superior, acaba por não permitir que o outro intervenha.
 
Essa falta de capacidade de compreender o outro dá lugar ao crime, à falta de sensibilidade e de compaixão, bem como a um tipo de personalidade fechada em si mesma, e sem capacidade para incluir os outros. Estas pessoas isolam-se e, numa primeira oportunidade, agem friamente e sem sentimentos, já que a empatia “exige” essa emotividade cada vez mais em desuso, mas que deve ser cultivada nas crianças, pois caso contrário, esta doença será cada vez mais contagiosa, sublinha a especialista Lucília Rocha.
 
Fátima Fernandes
 
 
COMENTÁRIOS
 
PUB
 
MAIS LIDA ONTEM
Homem atacado por cão na Praia de Faro

Homem atacado por cão na Praia de Faro

ver mais
 
 
  
PUB
  
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
II Liga:Farense perde com o Académico de Viseu

II Liga:Farense perde com o Académico de Viseu

ver mais
 
Concerto inédito em Querença

Concerto inédito em Querença

ver mais
 
Bloco de Esquerda pede Declaração de Estado de Emergência Climática no Município de Faro

Bloco de Esquerda pede Declaração de Estado de Emergência Climática no Município de Faro

ver mais
 
 
 
 
Allô Pizza Escola de Condução C.C.S Loja das Taças Restaurante Os Arcos
» Sociedade» Fichas de Leitura» Desporto» Click Saúde
» Economia» Figuras da nossa Terra» Política» CX de Correio