O Correio da Manhã explica que a Direção Clínica da ULS Algarve tinha, até este sábado, a escala organizada até segunda-feira, dia 5, "porque muitos médicos, nomeadamente tarefeiros, não estão a dar disponibilidade para fazer turnos na Urgência". A recusa dos médicos em prestar serviço estará relacionada "com a ausência de contratos e sobre os vencimentos que irão receber".
Hoje, o serviço de Urgência contava com cinco médicos escalados, quando o número habitual seria entre seis e sete, adianta o CM.
Uma situação que tem levado à retenção de ambulâncias junto ao Serviço de Urgência do hospital pela falta de macas disponíveis e ao aumento do tempo de atendimento dos utentes, lê-se na notícia. Na sexta-feira, pelo menos 13 ambulâncias aguardaram por macas, confirma a mesma fonte.
A administração da ULS Algarve justificou o problema com "um pico de afluência ao Serviço de Urgência", afirmando ser expectável "neste período de elevada atividade gripal, poderem verificar-se, temporariamente, picos de maior afluência aos serviços". Contudo, segundo o CM, a retenção de ambulâncias tem sido um cenário verificado durante as últimas semanas.