Cultura

Faro inaugura exposição com 50 obras do Museu Nacional de Arte Antiga

Museu Municipal de Faro
Museu Municipal de Faro  
Foto - Algarve Primeiro
O Museu de Faro inaugura hoje uma exposição temporária com cerca de 50 obras do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e uma dezena de peças do próprio acervo, propondo uma viagem artística por cinco séculos de história.

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A mostra, que vai ficar patente até ao dia 04 de outubro, insere-se no projeto do MNAA de levar obras do seu acervo, depositadas em várias instituições museológicas, a diferentes regiões do país, enquanto decorrem as obras de reabilitação nas suas instalações em Lisboa.

O projeto, denominado "O MNAA está aqui", integra obras icónicas da arte portuguesa, como o celebrado “Mês de Abril”, de Baltazar Gomes Figueira (1604-1674) e Josefa de Ayala (1630-1684), e a tela “Leda e o Cisne”, de Vieira Portuense.

Obras de artistas internacionais como Joos de Momper II (1564-1635), representado com “Porto de Mar”, e do mestre francês Jules Dupré (1811-1889), com “Paisagem fluvial”, também estão integradas na exposição.

Entre as obras estarão ainda peças variadas, em suportes como a pintura, azulejaria e algum mobiliário em que o tema da paisagem está presente, de autores como Josefa de Óbidos (1630-1684), Domingos Sequeira (1768-1837) e Vieira Portuense (1765-1805).

A mostra baseia-se no tema das paisagens, nas suas diferentes dimensões, reunindo uma seleção de obras de arte antiga com as expressões modernistas da coleção do Museu de Faro.

O público de Faro vai poder ver nomes da arte e da pintura europeia, flamenga, italiana e francesa, sobretudo dos séculos XVII e do XVIII.

Instituição centenária, o Museu Nacional de Arte Antiga tem à sua guarda cerca de 40.000 peças, algumas das quais partilhadas com outras instituições museológicas nacionais, nomeadamente com o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, Museu de Aveiro, Museu de Leiria, Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato, Igreja de Santiago do Castelo, de Palmela, e Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, em Vila Viçosa.

A partilha das obras estende-se também aos arquipélagos dos Açores e da Madeira, nomeadamente ao Museu de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, e ao Palácio de São Lourenço, no Funchal, ilha da Madeira.