Cultura

Faro recebe obras do Museu de Arte Antiga num diálogo sobre como "Olhar a paisagem"

Foto - Algarve Primeiro
Foto - Algarve Primeiro  
O Museu Municipal de Faro vai receber uma exposição temporária com cerca de 50 obras do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e uma dezena de peças próprias, num “diálogo” sobre como “Olhar a paisagem”, disse o diretor.

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Com inauguração marcada para 30 de maio e inserida num projeto do MNAA de levar obras suas a outras regiões do país enquanto decorrem obras nas suas instalações, em Lisboa, a exposição baseia-se no tema das paisagens, nas suas diferentes dimensões, a partir da coleção do Museu Nacional de Arte Antiga, afirmou o diretor do Museu Municipal de Faro, Marco Lopes.

Desde que encerrou para obras de requalificação nas suas instalações, a 29 de setembro, o MNAA está a promover exposições temporárias em vários museus e espaços culturais do país, tendo a primeira começado no Museu Abade de Baçal, em Bragança, em setembro.

O projeto, denominado “O MNAA está aqui”, chegou ao Museu Francisco Tavares Proença Júnior, em Castelo Branco, em 14 de março, e prevê também a exibição de obras do acervo do Museu Nacional de Arte Antiga no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, nos Museus de Aveiro e de Leiria, na Igreja de Santiago do Castelo, em Palmela, no Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, no Crato, e no Museu-Biblioteca da Casa de Bragança, em Vila Viçosa.

O Museu de Faro, de Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, nos Açores, e o Palácio de São Loureço, no Funchal, na ilha da Madeira, estão também incluídos no “MNAA está aqui”.

“Aquilo que nós vamos ter é um conjunto de obras de arte, selecionadas e com a curadoria integral da parte da equipa técnica do Museu Nacional de Arte Antiga, que selecionou cerca de 50 obras, da parte do Museu Nacional de Arte Antiga”, afirmou o diretor do Museu de Faro.

As obras abordam a “temática das paisagens”, como cenário de alegoria, como paisagem construída, como entidade natural destruidora, como paisagem idealizada ou como paisagens portáteis, exemplificou.

“As paisagens portáteis são pequenos objetos, como cadeiras, como azulejos, como faianças, que se transportam de um lado para o outro”, esclareceu Marco Lopes, destacando que a exposição tem como “novidade” a inclusão de uma dezena de obras do acervo do Museu de Faro, “em diálogo” com as que o MNAA vai levar ao Algarve.

Entre as obras vão estar “peças muito variadas”, em suportes como a pintura, azulejaria e “até algum mobiliário em que o tema da paisagem está presente”, adiantou, indicando que estarão representados artistas como Josefa de Óbidos (1630-1684) Domingos Sequeira (1768-1837), Vieira Portuense (1765-1805) ou Jan Brueghel o velho (1568- 1625),

O público de Faro vai poder ver a “grandes nomes” da arte e da pintura europeia, flamenga, italiana e francesa, sobretudo dos séculos XVII e do XVIII, observou ainda Marco Lopes.

“É um momento único, um momento de grande responsabilidade, por um lado, e por outro de grande exigência, mas também um motivo de orgulho e grande satisfação”, considerou o diretor do Museu.