António Miguel Pina afirmou que faltou planeamento a Faro, garantindo que o seu executivo pretende atuar em várias áreas, nomeadamente na habitação, economia, lazer, saúde, educação e cultura. “É por isso que fazia falta planeamento: tornar possível aquilo que parecia impossível”, frisou.
Na área da habitação, o autarca anunciou cerca de mil novas habitações no concelho, entre fogos a custos controlados, “alguma” habitação social e casas de função destinadas a criar melhores condições de fixação de profissionais em Faro. Para os Braciais, está prevista a construção de 480 fogos, enquanto na freguesia de Estoi serão construídas 488 habitações.
Na saúde, António Miguel Pina destacou a criação de uma nova Unidade de Saúde Familiar e afirmou que o objetivo até ao final do mandato é “dar um médico de família para todos”.
Na educação, o autarca reconheceu que o “parente pobre” do parque escolar é precisamente o pré-escolar, anunciando o lançamento das obras para a construção de 24 salas: três em Estoi, quinze na Lejana e seis em Gambelas. Segundo o edil, os concursos para estas obras serão lançados em 2027.
No desporto, António Miguel Pina revelou que as obras no pavilhão do Sporting Clube Farense estão na reta final. Anunciou ainda a intenção de construir um novo Pavilhão Municipal na zona da Lejana, junto ao novo Hospital Lusíadas de Faro.
O autarca explicou que, no próximo ano, a autarquia deverá ter o projeto concluído, altura em que será avaliada a disponibilidade financeira para avançar com a obra.
Apresentou também o projeto da Alameda XXI, um espaço com 17 hectares que ficará num terreno situado entre o Campus da Penha da Universidade do Algarve e o cemitério municipal. “Estamos a falar do próximo pulmão da cidade. Será um espaço para o desporto, para o lazer, para as famílias, para o verde”, destacou.
Perante o desenvolvimento da freguesia de Montenegro e a ambição de passar a cidade, ficou também a promessa da construção de um espaço desportivo com um campo de futebol.
Na área da mobilidade, a autarquia pretende criar um novo centro intermodal num terreno que será cedido à Comunidade Intermunicipal do Algarve, junto às piscinas municipais, com o objetivo de retirar a circulação de autocarros do centro da cidade.
O presidente da Câmara falou ainda do projeto Metrobus, que deverá ligar Olhão, Faro e Loulé, defendendo que se trata de uma iniciativa que “não pode ficar esquecida”, numa altura em que existem projetos semelhantes no país que beneficiaram de apoio do Estado e que, segundo o autarca, também poderão ser canalizados para o Algarve.
Noutra vertente, e agora que a concessão do cais comercial deverá passar para a gestão do município, o edil assegurou que está prevista a criação de uma marina de recreio com capacidade para 500 embarcações, de um porto comercial multiusos e de uma residência científica, cujo projeto está praticamente concluído.
Na cultura, o autarca revelou que é objetivo do Município adquirir o Teatro Lethes e criar o Margem - Centro Cultural e Criativo. Será um espaço arrendado na estrada do Passeio Ribeirinho, próximo do Teatro das Figuras. O espaço deverá incluir a Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), atualmente instalada na Fábrica da Cerveja, local que, segundo António Miguel Pina, “não oferece condições de segurança para a associação nem para qualquer outro evento”.