Após uma fase inicial “particularmente exigente” devido aos “procedimentos de projeto, avaliação ambiental, licenciamento e demais autorizações prévias”, a empreitada encontra-se atualmente “numa fase de execução material mais expressiva”, disse fonte da empresa responsável pelo projeto à agência Lusa.
Em curso estão trabalhos em todas as infraestruturas terrestres e, desde o início de setembro, também na componente marítima do sistema, precisou a mesma fonte, estimando que a fase principal de construção e comissionamento decorra até ao início de 2028.
A seguir, estão também previstas a fase de pré-arranque e o período de arranque da instalação, durante o qual será verificado o desempenho do sistema e o cumprimento das garantias contratuais, ressalvou a empresa.
“De acordo com a programação atualmente considerada, esta última fase deverá prolongar-se aproximadamente até ao início de 2029, culminando com a conclusão do processo contratual previsto para esta fase da empreitada”, estimou a empresa.
A Águas do Algarve evidenciou que existe a distinção entre a conclusão física dos principais trabalhos de construção e a finalização de todo o processo de testes, comissionamento, pré-arranque e arranque da instalação.
A Águas do Algarve destacou que já estão executados trabalhos associados aos diversos edifícios que vão fazer parte da estrutura, nomeadamente as condutas em terra para adução de água bruta e para descarga de salmoura, tendo sido concluída a sinalização da frente marítima.
A empreitada prossegue agora com a construção dos vários edifícios que vão compor o recinto da Estação de Dessalinização de Água do Mar do Algarve (EDAM), das condutas de ligação, da câmara de desgasificação, da estação elevatória e com a realização das dragagens associadas à instalação da conduta de descarga de salmoura no mar.
“Estas intervenções decorrem em paralelo, de acordo com a sequência construtiva e com a programação atualizada da empreitada”, sublinhou a Águas do Algarve, assegurando não terem sido registados, até ao momento, “atrasos significativos” no cronograma de execução nem “constrangimentos relevantes” devido à falta de mão-de-obra ou de materiais.
A EDAM de Albufeira é uma obra com “elevada complexidade técnica”, realizada com equipamentos e materiais especializados e vários componentes “a executar em simultâneo”, estando sujeita um acompanhamento permanente no âmbito da gestão da empreitada, argumentou.
A empresa reconheceu que houve “condicionamentos de natureza administrativa, ambiental e judicial que determinaram períodos de suspensão e ajustamentos à programação prevista” ao longo dos trabalhos, mas afirmou que todos “foram sendo ultrapassados” sem provocar atrasos.
Em causa está um investimento de mais de 50 milhões de euros, que inicialmente seria financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas que foi reprogramado para “compatibilizar o calendário de execução do projeto com os prazos dos diferentes instrumentos de financiamento”, passando a ser executado ao abrigo dos programas Portugal 2030 e Sustentável 2030.
“A EDAM do Algarve constitui uma infraestrutura estratégica para o reforço da resiliência hídrica da região, integrando uma abordagem mais ampla de diversificação das origens de água e de redução da vulnerabilidade do abastecimento público perante períodos prolongados de escassez”, enquadrou a Águas do Algarve.
A empresa assegurou ainda que vai continuar a acompanhar a vertente técnica, ambiental e de segurança da empreitada até à sua conclusão e manterá a comunidade informada sobre a evolução dos trabalhos, para garantir a “transparência e informação pública ao longo da execução desta infraestrutura”.