Foi neste contexto que destacou os parceiros, produtores locais, empresas e empresários agrícolas que dinamizam e valorizam o espaço Amar a Terra, da CCDR Algarve, sublinhando a importância da FATACIL como palco privilegiado para a valorização do território e dos seus setores estratégicos.
Fez ainda uma “referência especial às micro e pequenas e médias empresas empreendedoras e inovadoras, desde logo às 100 empresas que com inovação de produto ou inovação de processos, já apoiadas no âmbito dos fundos europeus de coesão do Portugal 2030 geridos na região”, regista a entidade numa nota enviada ao Algarve Primeiro.
Tendo a agricultura como um ativo estratégico para o Algarve, José Apolinário lembrou que o setor representa 4% do valor acrescentado bruto regional – acima da média nacional – e que, entre 2014 e 2023, cresceu de 259 para mais de 400 milhões de euros. “Um resultado que se deve ao investimento e modernização das empresas agrícolas, ao empenho dos produtores, às boas práticas e também ao apoio das políticas públicas”, sublinhou.
Destacou os desafios da região, referindo-se à importância da gestão da água no âmbito do programa Água que Une, com investimentos em eficiência hídrica no perímetro agrícola do Alvor e na futura ligação entre a Barragem de Santa Clara e Odelouca/Bravura, a partir do Alqueva. Referiu ainda a necessidade de avançar na modernização da ferrovia e na requalificação da Via do Infante, bem como os investimentos previstos nos portos do Algarve, no rio Arade e no património cultural subaquático, em parceria com os municípios de Lagoa e Portimão.
Assinalando os 45 anos da CCDR Algarve, José Apolinário apelou à união de esforços para a execução do PRR e do Portugal 2030, entre 2025 e 2026, por parte do Estado, das autarquias, das empresas, do sistema científico e da administração pública, “uma tarefa exigente, que requer compromisso e concertação, com a execução ainda em 2025 das verbas programadas a executar para este ano”, registou.