A apresentação esteve a cargo do presidente da Junta de Freguesia de Salir, Francisco André Rodrigues, contando, ainda, com uma intervenção de Silvério Guerreiro, presidente da Assembleia Municipal de Loulé e do diretor municipal, Júlio de Sousa, em representação da Câmara Municipal de Loulé.
Segundo nota da organização, no que toca ao programa, o destaque vai para quinta-feira, dia 14 de maio, com o tradicional desfile etnográfico, às 16h00. Este desfile recria atividades que outrora foram essenciais para a economia local, como o fabrico do pão, a destilação de medronho ou o artesanato em palma, acompanhado pelas vozes dos poetas populares que declamam versos de improviso. A animação musical desta primeira noite ficará a cargo dos 4 Mens.
A tarde de sexta-feira, dia 15, é dedicada ao convívio dos seniores, enquanto, à noite os mais jovens podem contar com os concertos de Bezegol & Rude Bwoy Banda e DJ Rifox.
No último dia, 16 de maio, há a "Festa das Espiguinhas", especialmente para as crianças, e uma reedição do desfile etnográfico em período noturno, antes do espetáculo com o grupo Vizinhos.
Nos três dias do evento, os visitantes podem desfrutar das habituais tasquinhas de petiscos serranos e exposições de produtos regionais, com entrada livre em todos os espetáculos.
A Festa da Espiga, que teve a sua primeira edição em 1968 pelas mãos de José Viegas Gregório e foi finalista das "7 Maravilhas da Cultura Popular", pretende continuar a assumir-se como um evento essencial para a valorização do património e da identidade do interior algarvio.
A noite de apresentação da 59.ª edição ficou, ainda, marcada por uma homenagem a Reinaldo Teixeira, um filho da terra que, atualmente, ocupa o cargo de presidente da Liga Portugal.
O encontro serviu também para revelar a nova identidade visual da Freguesia de Salir, uma marca exclusiva que pretende unir a modernidade ao respeito pela história local. O novo logótipo utiliza uma tipografia desenhada especificamente para este propósito, onde a letra "A" simboliza a localização estratégica da freguesia, enquanto a letra "I" se transforma numa espiga estilizada, representando a herança agrícola da comunidade, explica nota divulgada sobre o evento.