Cultura

Festival Pedra Dura leva dança, concertos e instalações artísticas a Lagos

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Espetáculos de dança, concertos, conversas, instalações artísticas e sessões práticas, integram a programação do Festival de Dança do Algarve Pedra Dura entre 04 e 14 de novembro em vários espaços da cidade de Lagos.

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A quinta edição do evento, hoje apresentada em Lagos, propõe uma reflexão sobre a memória e mudança, sob o mote “voltamos atrás sem repetir o momento”, revisitando o passado a partir do presente.

“É uma pausa do corpo, um momento para estar presente de corpo inteiro, por meio de um regresso ao passado feito a partir do presente”, disse à Lusa o diretor artístico Daniel Matos.

Segundo o responsável, a edição deste ano retoma o molde anterior, ou seja, de duas semanas, depois de no ano passado “ter estado limitado” a apenas uma semana por questões financeiras.

A programação, com um total de 24 espetáculos, reúne artistas nacionais e internacionais, entre os quais Alessandro Sciarroni, Vera Mantero, Clara Andermatt, Tales Frey, Sarah Baltzinger, Isaiah Wilson, Polina Kanis e Bruno Senune.

Alessandro Sciarroni apresenta “Save the Last Dance for Me”, inspirado na ‘polka chinata’, antiga dança de cortejo bolonhesa, enquanto Vera Mantero apresenta “Uma misteriosa Coisa, disse o E.E. Cummings”, criado em 1996.

O Pedra Dura arranca no dia 04 de novembro com a exibição do filme “Pele Nómada”, de João Fiadeiro e Aline Belfort, às 21:00, no Armazém Regimental de Lagos.

Entre as criações nacionais destacam-se “Final Girl”, de Rina Marques e Rui Paixão, “SECO”, de Bernardo Chatillon, “This is A & B”, de Maurícia e Neves, e “Grief in progresso”, de Bullyache.

A programação inclui ainda os espetáculos de dança “Megastructure”, de Sarah Baltzinger e Isaiah Wilson, “Celebration”, de Polina Kanis, e as criações de Bruno Senune “Nácar” e “Melancolia”.

O cinema integra o festival com cinco propostas que cruzam imagem, corpo, memória e movimento, entre as quais “Crying Cycle III”, de Daniel Matos e João Catarino, enquanto a música inclui concertos com Antera, Rezmorah e Cláudia Simões.

O programa inclui também propostas para escolas, uma exposição do Centro de Documentação de Dança do Algarve, a instalação “Roommates”, de Ruben Bellinkx, e o lançamento da nova edição da revista Coreia.

As residências artísticas e os momentos de debate completam o programa, através do projeto Corpo Crítico, dirigido por Rita Rodrigues, e das conversas com artistas conduzidas por Tiago Mansilha.

O Pedra Dura encerra no dia 14 de novembro, com o espetáculo de dança “Megastructure”, de Sarah Baltzinger e Isaiah Wilson, às 21:00, no Centro Cultural de Lagos.

O festival tem direção artística de Daniel Matos e Joana Flor Duarte e é uma coprodução da associação cultural Cama e do município de Lagos, com o apoio da Direção-Geral das Artes.