Sociedade

Fogo no Ameixial provoca ferimentos ligeiros em três bombeiros

Foto - Depositphotos  
O incêndio que lavra desde hoje de manhã na freguesia do Ameixial, no concelho de Loulé, provocou ferimentos ligeiros em três bombeiros, dois dos quais foram transportados para o hospital de Faro, disse fonte da Proteção Civil.

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Em conferência de imprensa realizada na Cortelha, a cerca de 20 quilómetros da localidade de Besteiros, onde deflagrou o fogo, o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, Abel Gomes, disse que os feridos que precisam de assistência hospitalar sofreram pequenos traumas físicos.

Segundo o responsável, dois dos bombeiros são da corporação de Bartolomeu de Messines e um do corpo de Bombeiros de Portimão, sendo que os dois que foram transportados de ambulância sofreram traumas num ombro e num joelho, mas “nada de grave”.

Abel Gomes acrescentou ainda que o incêndio continua a lavrar em duas frentes ativas “com intensidade”, sendo que a frente do flanco esquerdo, que se dirige à localidade dos Vermelhos, está com evolução mais favorável ao combate.

Já o flanco a direito, a este da localidade do Ameixial, lavra com maior intensidade e é o ponto mais crítico do incêndio, uma vez que é expectável que o vento rode e comece a fazer pressão nesse flanco, a este.

“Temos ainda uma preocupação, como disse há pouco, com o flanco direito, porque temos ali um forte potencial de abertura do incêndio. As previsões indicam que o vento rode e que possa levar o incêndio para o flanco direito. Portanto, é aí que está o nosso potencial e é onde ele está mais ativo”, referiu Abel Gomes.

De acordo com o segundo comandante regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, a velocidade inicial de propagação chegou aos 1.000 metros por hora, com uma taxa de expansão de 90 hectares por hora, números que classificou como “bastante consideráveis”.

No entanto, notou, vai haver uma janela de oportunidade para o combate ao incêndio, com a diminuição da intensidade do vento para valores muito baixos, o que “vai permitir ganhar alguma vantagem”, e o aumento da humidade relativa até perto dos 80%, durante a madrugada.

Segundo Abel Gomes, o incêndio, desde a fase inicial, teve a seu favor ventos fortes, acompanhados de rajadas, que provocaram projeções de partículas incandescentes a mais de 500 metros de distância, o que dificultou o acompanhamento dos bombeiros na progressão do incêndio.

“Portanto, era um incêndio muito mais rápido do que aquilo que nós conseguíamos combater”, salientou, acrescentando que a Estrada Nacional (EN) 2 continua cortada, no lugar de Besteiros, em ambos os sentidos, como medida preventiva.

No período máximo do incêndio estiveram empenhados 12 meios aéreos, 293 operacionais, 98 veículos terrestres e dez máquinas de rasto, quantificou, notando que os bombeiros têm ainda “muitas horas de trabalho pela frente”.

Abel Gomes aproveitou para reiterar que, à exceção de danos numa segunda habitação em Besteiros, em que arderam dois compartimentos, alegadamente devido a uma fagulha que entrou pelo telhado, não há registo de danos em habitações.

“Pode haver [danos noutras habitações], porque há uma grande dispersão de habitações e de infraestruturas na serra, mas, do nosso conhecimento, apenas temos uma habitação, uma segunda habitação, afetada na zona de Besteiros, onde arderam dois compartimentos da casa”, acrescentou.