Economia

Francisco Amaral diz que impasse na requalificação da EN125 “conduz” a mais acidentes

Autarca de Castro Marim, tem sido uma das vozes que mais tem criticado a ausência de uma requalificação profunda na EN125.

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Depois do Tribunal de Contas ter chumbado a renegociação do contrato de consessão entre a Infraestruturas de Portugal E.P e a Rotas do Algarve Litoral S.A, o deputado algarvio do PSD, Cristovão Norte, já veio dizer que "o Governo tem agora condições para avançar já com a obra de requalificação da EN125 entre Olhão e Vila Real de Stº António".
 
Recorde-se que na última semana foi noticiado que a Rotas do Algarve Litoral tem intenção de rescindir o contrato de subconcessão do Algarve Litoral, tendo comunicado a decisão à Infraestruturas de Portugal. 
 
Sobre este processo, o autarca de Castro Marim, que tem sido uma das vozes que mais se tem insurgido contra a ausência de uma requalificação profunda nos 52km da EN125 - sotavento, disse ao Algarve Primeiro que os novos desenvolvimentos do processo, poderão ajudar a que as obras avançem, «defendo essa solução há muito tempo, o Estado tem que "jogar a mão" à requalificação da EN125».
 
O autarca disse que «ainda ontem aconteceu um acidente grave no cruzamento da Praia Verde, em que a Câmara de Castro Marim já se voluntariou para fazer provisoriamente uma rotunda, e a Infraestruturas de Portugal não autorizou, revelando bem o impasse a que temos assistido».
 
Francisco Amaral aponta a falta de bermas na via, o estado em que se encontra o piso, além da falta de uma rotunda no cruzamento da Praia Verde, com acidentes a acontecerem com alguma frequência, «acho uma vergonha o que se passa ali, é lamentável que a Infraestruturas de Portugal ainda não tenha autorizado a Câmara a fazer provisoriamente aquela rotunda».
 
O edil explicou que «até já chegaram a autorizar, mas passados dois dias, e depois de termos adquirido o material, desautorizaram-nos, o que revela bem como está aquele organismo do Estado».
 
Para Francisco Amaral as ultimas intervenções feitas na EN125, entre Olhão e Vila Real de Stº António, «foram minimalistas, com o piso num estado degradante, falta de bermas, tornando-se perigossíssimo andar de carro ou a pé naquela via».