Sociedade

Francisco Amaral insiste em Centro de Rastreio no Sotavento algarvio

O Algarve Primeiro falou com Francisco Amaral, Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim no dia em que o Algarve regista o maior número de casos com Covid-19, (16) afim de tentar perceber a reação do médico e autarca, responsável por um concelho muito envelhecido e vulnerável a esta pandemia.

 
Com a anunciada notícia da abertura de dois Centros de rastreio no barlavento algarvio (um no Portimão Arena e outro no Centro de Saúde de Silves), a que se acrescenta o já aberto no Parque das Cidades, o nosso jornal quis saber a posição de Francisco Amaral relativamente à ausência de um centro de rastreio na zona do Sotavento. 
 
A este propósito, o autarca evidenciou a sua «crescente preocupação» com esta realidade e sublinhou que «já falo nisso há mais de uma semana. Não tenho dúvidas de que deveria haver também um Centro de recolha no Sotavento algarvio». No mesmo contexto, Francisco Amaral manifestou «grande preocupação relativamente à população mais idosa que reside nos montes» no interior de Castro Marim, «em que será uma verdadeira catástrofe se o vírus chegar à Serra algarvia, com gente muito habituada a confraternizar e com um risco muito rápido de propagação», à semelhança do que «pode acontecer se o vírus entrar num Lar de idosos». 
 
O autarca recorda que «estamos a falar de uma população muito fragilizada, que pode não conseguir suportar uma situação destas». Neste momento, o autarca reportou que as autoridades locais têm andado a percorrer os montes com um altifalante a pedir aos idosos para não saírem de casa, de forma a reduzir o risco através do contacto social.
 
Acerca da instalação de um Centro de Rastreio no Sotavento algarvio, o nosso jornal falou com fonte da ARS – Administração Regional de Saúde do Algarve que referiu que a situação está a ser pensada, mas até ao momento ainda não existe nenhum anúncio, o que poderá acontecer a todo o momento. 
 
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, confirmou na conferência de imprensa desta quarta-feira, que Portugal vai entrar da fase de contenção para a fase de mitigação.
 
O que quer dizer que já está disseminada a transmissão comunitária do novo coronavírus e já não é possível descobrir a origem das cadeias de transmissão e que podem acontecer em ambientes abertos ou fechados.
 
Em suma, as medidas de contenção já não dão resposta, apenas passa a ser feita a mitigação dos efeitos da pandemia e a diminuição da propagação. Nesta fase é recomendada a utilização de máscaras, inclusive a quem não apresenta sintomas, em serviços de saúde ou em aglomerados.
 
O diagnóstico de rotina passa para os hospitais não pertencentes à rede laboratorial, com capacidade de internamento, incluindo o setor privado e social.
 
A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 43 mortes e 2.995 casos de Covid-19 em Portugal e confirma que estamos a entrar na fase mais crítica.
 
O número de óbitos subiu de 33 para 43, já o número de infetados aumentou de 2.362 para 2.995, mais 633 relação a ontem, uma subida que representa um aumento de 26,7%.
 
No boletim divulgado o total de doentes internados é de 276, 61 deles em Unidades de Cuidados Intensivos.
 
A região Norte continua a ser a mais afetada, com 1.517 casos e 20 mortes. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com 992 casos e 12 óbitos. A região Centro regista 365 casos e 10 mortes, o Algarve 62 casos e um morto, o Alentejo 12 casos, os Açores 17 casos e a Madeira 16 casos.